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Facebook perde utilizadores ativos pela primeira vez em 18 anos

Facebook perde utilizadores ativos pela primeira vez em 18 anos

No último trimestre de 2021, o Facebook perdeu um milhão de utilizadores ativos. Mark Zuckerberg está confiante no investimento da empresa em vídeo e realidade virtual mas não esconde o desafio que o TikTok representa para a empresa.

Pela primeira vez desde que foi lançado, há 18 anos, o Facebook perdeu utilizadores ativos. No arranque do último trimestre de 2021, os números já mostravam estagnação, mas, agora, os piores receios da empresa mãe do gigante tecnológico, a Meta, confirmaram-se. Até dezembro do ano passado, os utilizadores diários caíram de 1,930 mil milhões para 1,929 mil milhões.

A reação dos mercados foi imediata, avança a Reuters, e as ações da Meta caíram mais de 20%. Assim, em menos de 24 horas, a empresa perdeu mais de 200 mil milhões de dólares (177 mil milhões de euros). Segundo afirmou Mark Zuckerberg, fundador e presidente executivo do Facebook, um dos fatores que contribuiu para a quebra foi o facto de sobretudo os utilizadores mais jovens terem optado pelas plataformas rivais, principalmente o TikTok.

Além disso, A Meta, que é a segunda maior plataforma de publicidade digital do mundo, a seguir ao Google, também tem sido confrontada com desafios criados pela Apple, que introduziu alterações nos termos de privacidade do seu sistema operativo. Com estas mudanças, marcas como o Facebook e o Instagram não conseguem direcionar tão facilmente os seus anúncios para os utilizadores-alvo.

Segundo reconheceu Dave Wehner, diretor financeiro da Meta, só este ano, o prejuízo causado por estas mudanças de privacidade da Apple pode chegar aos 10 mil milhões de dólares (oito mil milhões de euros).

Ainda assim, nem tudo é negativo. Apesar da quebra de utilizadores diários, a receita total da Meta aumentou para 33.6 mil milhões de dólares (cerca de 29 mil milhões de euros), ligeiramente acima das previsões de mercado. Contudo, as mesmas estimativas apontam já para uma quebra da receita no próximo trimestre, com valores entre os 27 e os 29 mil milhões de dólares (23 e 25 mil milhões de euros).

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Zuckerberg garante estar confiante de que o investimento da empresa em vídeo e realidade virtual venha a resultar, no futuro. Todavia, não esconde o desafio que é ter de lidar com o Tiktok, "um concorrente tão grande e que continua a crescer a um ritmo alucinante".

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