Nova Zelândia

Fundador do Megaupload autorizado a regressar à sua mansão

Fundador do Megaupload autorizado a regressar à sua mansão

Um tribunal neozelandês permitiu, esta terça-feira, ao fundador do portal Megaupload regressar à sua mansão, onde prosseguirá a liberdade condicional até à extradição para os Estados Unidos por alegada pirataria informática.

A decisão tomada pelo juiz David Harvey do Tribunal do distrito de Auckland flexibiliza as condições da sua liberdade condicional de Kim Schmitz, também conhecido por "DotCom", e a de outros três executivos detidos na mesma mansão em janeiro passado.

"Estou realmente contente com a decisão. Vou cumprir todos os requisitos impostos pelo tribunal", disse "DotCom".

Segundo a decisão, "DotCom" e o alemão Mathias Ortmann, cofundador de Megaupload, e o também alemão Fin Batato, responsável técnico; e o holandês Bram van der Kolk, chefe de programação, já não requerem vigilância eletrónica.

O juiz considerou que o líder do portal não representa perigo de fuga. Os quatro informáticos deverão, no entanto, entregar os passaportes às autoridades.

Desde que foi colocado em liberdade em fevereiro, "DotCom" conseguiu que a justiça neozelandesa lhe concedesse algumas regalias, incluindo passar mais tempo nos estúdios de gravação no centro de Auckland para gravar um álbum de música.

O informático alemão e os três executivos do portal aguardam o processo de extradição, que se iniciará em agosto e deverá demorar três semanas.

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Os Estados Unidos e a Nova Zelândia têm um tratado de extradição, mas a justiça deste último tem o poder de recusar a entrega dos indivíduos em causa.

Os Estados Unidos querem julgar os sete executivos do Megaupload, entre eles os quatro detidos na Nova Zelândia, por vários delitos relacionados com alegada pirataria informática, crime organizado e branqueamento de capitais.

As autoridades norte-americanas acusam o Megaupload de ser responsável por uma grande rede de pirataria informática mundial que terá causado mais de 500 milhões de dólares (371,4 milhões de euros) em perdas ao violar os direitos de autor de empresas.

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