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Google Portugal vai oferecer mais de 3 mil certificados profissionais

Google Portugal vai oferecer mais de 3 mil certificados profissionais

A Google vai distribuir mais de três mil bolsas para certificados de formação online. Os cursos online, com um total de 120 horas, destinam-se a desempregados e a pessoas em situação de vulnerabilidade. O objetivo, para além da colaboração com o Plano de Ação de Transição Digital, é contribuir para a igualdade de género, uma vez que metade das vagas serão, obrigatoriamente, destinadas a mulheres.

O curso irá abranger quatro áreas: Apoio Técnico de TI, Gestão de Projetos, Análise de Dados e Design da Experiência do Utilizador. A Associação Portuguesa de Desenvolvimento das Comunicações (APDC) e o Instituto do Emprego e Formação Profissional (IEFP) trabalharão em conjunto para selecionar os candidatos aos cursos e aos respetivos certificados, focando-se nas pessoas em situação de desemprego.

Além disso, mais de 200 certificados serão distribuídos pela Fundação da Juventude, com o apoio da organização INCO, a pessoas em situação de exclusão e vulnerabilidade. Segundo Bernardo Correia, Country Manager da Google Portugal, contribuir para a igualdade de género é outro dos objetivos: "Queremos ver mais mulheres a ocupar postos de poder, a liderar empresas e a ajudar a formar Portugal".

Aos candidatos não é exigida nenhuma formação ou experiência prévia. O curso será gratuito e feito em regime "self-service, em que o formado pode fazer o número de horas que desejar por dia, não podendo estar inativo no curso por um período superior a 15 dias, sob pena de perder o certificado. À exceção do curso de Apoio Técnico de TI, ministrado em português, os restantes serão em inglês. O acesso ao programa de bolsas poderá ser feito através dos parceiros da Google.

Aqueles que não forem selecionados, mas mantiverem o interesse em participar no curso, os programas estarão, ainda, disponíveis no site da empresa Coursera a um baixo custo.

De acordo com dados partilhados pela Google, 82% dos alunos que obtiveram certificado em Tecnologia da Informação (TI) nos Estados Unidos confirmaram que tiveram um impacto positivo na carreira: encontrar um novo emprego, obter uma melhoria salarial ou mesmo abrir um novo negócio.

"A tecnologia tem sido, em muitos casos, a tábua de salvação e nós estamos comprometidos em apoiar o país na transição digital, na sua recuperação económica e a ajudar todos a adquirirem as competências de que precisam", reforçou o porta-voz da Google em Portugal.

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Segundo Ana Mendes Godinho, Ministra do Trabalho, da Solidariedade e da Segurança Social, a parceria entre a tecnológica e o IEFP e a APDC é o exemplo de como "o digital pode ser usado da melhor forma". "Temos nas nossas mãos um dos instrumentos mais poderoso no combate à desigualdade", afirmou.

Além disso, explicou que a pandemia não só gerou uma "resposta de emergência", como a adaptação ao teletrabalho, mas também imprimiu a necessidade de alterações estruturais, nomeadamente do ponto de vista das qualificações.

De acordo com um estudo citado por Bernardo Correia, as pequenas e médias empresas que se adaptaram ao digital durante a pandemia venderam 80% mais e contrataram três vezes mais pessoas.

As competências digitais são absolutamente fundamentais", salientou, por sua vez, o presidente da APDC, Rogério Carapuça, "não só para terem empregos mais qualificados, mas sobretudo para ter um emprego".

Hoje, "iniciativas como esta são fundamentais para a vida das pessoas, o nosso papel aqui é procurar as pessoas e montar a máquina que é necessária juntamente com o IEFP e a Google", explicou Carapuça.

Por sua vez, o presidente do IEFP, António Valadas da Silva, manifestou a sua "satisfação em poder participar" nesta iniciativa, em parceria com a Google e com a APDC, salientando que permitirá "reforçar a qualificação" dos ativos, nomeadamente dos desempregados, de competências digitais.

"É decisivo e crítico para fazer face aos múltiplos desafios com que a sociedade do conhecimento nos coloca e com a transformação digital da economia", ou seja, "a modificação das relações que isto envolve", salientou.

Desde 2016, a Google já formou mais de 100 mil portugueses em competências digitais através do Atelier Digital, um dos programas do "Grow Portugal with Google", um memorando celebrado em 2020 entre a Google e o Governo. O objetivo do projeto é reforçar a colaboração com o Plano nacional de Ação para a Transição Digital, em áreas como o desenvolvimento de competências digitais e empregabilidade.

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