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Grupos radicais usaram Internet para manipular eleições na Alemanha

Grupos radicais usaram Internet para manipular eleições na Alemanha

Grupos de extrema-direita estiveram envolvidos em campanhas nas redes sociais para influenciar as eleições do ano passado na região alemã da Baviera, promovendo o partido radical Alternativa para a Alemanha, segundo um relatório hoje divulgado.

O Instituto para o Diálogo Estratégico, um 'think tank' de Londres, divulgou hoje um relatório que demonstra que grupos de extrema-direita alemã, com ajuda de parceiros internacionais, procuraram amplificar as mensagens de apoio ao partido Alternativa para a Alemanha, através de redes sociais digitais.

O partido Alternativa para a Alemanha teve 10,2% dos votos nas eleições regionais na Bavária, em outubro de 2018, tornando-se o segundo partido mais votado, logo a seguir à CSU social-democrata.

O relatório do Instituto, hoje divulgado durante a Conferência Anual de Segurança, em Munique, não especifica qual o impacto da campanha nas redes sociais, nos resultados das eleições.

Os investigadores dizem que por detrás da manipulação de informações nas redes sociais, nas eleições regionais alemãs, não estiveram organizações governamentais, mas antes ativistas de grupos de extrema-direita que usaram "manuais de instrução em inglês, bancos de 'memes' e listas de alvos", para serem atingidos pelas mensagens.

Um conjunto semelhante de táticas, em ambiente 'online', foi observado em eleições anteriormente realizadas em Itália, Suécia e em eleições nacionais na Alemanha, segundo o relatório.

Os ativistas de extrema-direita terão sido ajudados por plataformas de tecnologia inovadoras, que permitiram que comunicassem entre si de forma privada, apelidados de "portos seguros para a mobilização internacional de extremistas".

Para evitar futuros episódios como esta campanha, o Instituto para o Diálogo Estratégico sugere mais pesquisas sobre a interferência eleitoral 'online', bem como maior transparência no funcionamento dos sistemas comunicativos.

Os investigadores dizem mesmo que estas medidas são vitais para "mitigar o descarrilamento das próximas eleições parlamentares da União Europeia", em maio.

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