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Instagram vai usar vídeos para verificar a idade dos utilizadores

Instagram vai usar vídeos para verificar a idade dos utilizadores

O Instagram vai testar um novo método de verificação da idade dos utilizadores através da análise facial de selfies em vídeos. O objetivo é garantir que os adolescentes têm uma "experiência apropriada à idade" na rede social.

Alguns utilizadores do Instagram tentam contornar a regra de idade, que só permite adolescentes com mais de 13 anos na plataforma, mentindo sobre a a mesma ou fazendo com que um dos pais o faça. Além de que os jovens de 13 a 17 anos têm restrições adicionais nas contas - como por exemplo, adultos aos quais não estão conectados não podem enviar mensagens - até completarem 18 anos.

Para evitar a utilização livre e desempedida da rede social, o Instagram vai impor aos adolescentes norte-americanos três formas de verificar a idade: carregar a identificação, pedir a três adultos que a comprovem ou enviar uma selfie em vídeo, que é remetido para a Yoti, uma startup sediada em Londres que usa as características faciais das pessoas para estimar a sua idade.

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A medida pretende garantir que os adolescentes têm uma "experiência apropriada à idade" na plataforma.

A Meta, a dona do Instagram, assegurou que a tecnologia usada para verificar a idade das pessoas não pode reconhecer a identidade das mesmas - apenas a idade. E assim que a verificação estiver concluída, a Meta, em parceria com a Yoti, vai excluir a gravação de vídeo da face.

Will Gardner OBE, chefe executivo da "Childnet" e director do "UK Safer Internet Centre", disse à BBC que a medida é animadora: "Existe potencial para proteger as crianças de conteúdos que não são para elas e tornar a experiência delas na Internet mais apropriada à idade". Para a "5Rights Foundation", organização britânica que faz campanha pela segurança das crianças no digital, os esforços eram "há muito necessários".

A Yoti é uma das várias empresas biométricas que estão a capitalizar um esforço do Reino Unido e na Europa por uma tecnologia de verificação de idade mais forte para impedir que as crianças acedam a pornografia, aplicações de namoro e outros conteúdos destinados a adultos.

"Embora o Instagram cumpra provavelmente a promessa de excluir as imagens faciais de um candidato e não tente usá-lo para reconhecer rostos individuais, a normalização do escaneamento da face apresenta outras preocupações sociais", alertou o professor da Escola de Direito da Universidade de Essex (Reino Unido) Daragh Murray.

A Meta tinha anunciado em 2021 que estava a encerrar o sistema de reconhecimento facial do Facebook e a excluir as impressões faciais de mais de mil milhões de pessoas após anos de escrutínio de tribunais e reguladores.

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