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A partilha que matou Verónica

A partilha que matou Verónica

Um vídeo, gravado há cinco anos, levou ao suicídio de Verónica, uma mulher espanhola de 32 anos. As imagens, que a própria gravou quando tinha 27, em que aparece em situações intimas, regressou do passado para atormentar e pode trazer consequências para quem o partilhou.

O que cai na Internet nunca de lá sai. A frase é conhecida e repetida constantemente. Mas, a verdade é que continuamos a alimentar as redes sociais com conteúdos, pessoais e de outros, que antes da democratização das redes sociais não ousaríamos partilhar com desconhecidos.

O vídeo desta mãe de dois filhos, que terá sido originalmente partilhado por um antigo namorado, foi visto e partilhado por mais de dois mil colegas que agora podem ter que prestar contas à justiça espanhola pela morte da colega. Foi humilhada e não aguentou, mas a culpa não pode ser só da net.

Menos trágico, é certo, mas que demonstra o quão perigoso pode ser o simples ato de partilhar um vídeo é o exemplo que envolve dois GNR. Os militares filmaram uma prostitua a fazer-lhes continência. As imagens, que terão sido gravadas durante uma brincadeira, correram as redes sociais e dois militares foram afastados.

Os dois casos, salvo as devidas comparações, são mais uma prova de que é importante manter a esfera privada... no privado.