Faceionário

O Benfica, o vídeo embaraçoso no Santa Maria e a falta de formação no "Face"

Foto Reuters

Nos últimos dias, um vídeo de uma mulher a fazer um direto no Facebook, no interior do Hospital de Santa Maria, no Porto, tornou-se viral nas redes sociais.

A gravação de Madalena Menezes foi partilhada milhares de vezes e a mulher, que rapidamente virou alvo de chacota, até à televisão foi. É mais um caso de uma pessoa que sai do anonimato depois de se ter deslumbrado com a possibilidade de comunicação do Facebook.

Madalena é apenas um exemplo do perigo que as redes sociais podem trazer para os adultos. Normalmente, quando pensamos em educação para os media lembramo-nos logo dos mais novos.

Mas a verdade é que os adultos também estão vulneráveis a estes truques. Basta ler a acusação do Ministério Público à SAD do Benfica. Paulo Gonçalves terá pedido aos outros arguidos para não exibirem no "face" sinais exteriores de benfiquismo para não "levantar suspeitas". Não nos podemos esquecer também dos casos em que trabalhadores se queixam publicamente de chefes sem equacionar as consequências que tais publicações podem ter na vida profissional.

A educação para os media é uma necessidade transversal a qualquer idade ou classe social. Saber que não se pode partilhar tudo e que há um limite no que se diz online são regras que valem ouro. E, infelizmente, há muitas Madalenas e algumas delas até vivem na nossa casa.