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Até o Papa pede para rezarmos pelas redes sociais

Até o Papa pede para rezarmos pelas redes sociais

O Papa Francisco escolhe todos os meses um tema para os fiéis rezarem. Este junho são as redes sociais e a Internet a merecerem a atenção do Vaticano.

Não é de agora o interesse da Igreja Católica pelo universo digital. Basta analisar os números referentes à presença de Francisco nas redes sociais. A conta oficial no Twitter, disponível em nove idiomas, incluindo o português, tem mais de 50 milhões de seguidores.

Já em 2016, o Papa juntou onze jovens youtubers para uma reunião de três dias. Porquê? Este grupo de jovens contava na altura mais de 30 milhões de seguidores em todos os cantos do mundo. Mais uma forma de marcar presença no universo digital.

Esta semana, num vídeo que correu mundo através das redes sociais, o Papa explicou que "a Internet é um dom de Deus" capaz de promover o "encontro e a solidariedade". Apesar de todas as potencialidades, Francisco lança o alerta para que as novas plataformas não se tornem "num local de alienação" e apela à "responsabilidade" de cada pessoa.

Esta não é, porém, a primeira vez que o Papa adverte para os perigos das redes sociais. No início do ano, o chefe da Igreja Católica, fez uma alusão a um episódio bíblico e explicou que as notícias falsas seguem a "lógica da serpente" porque promovem a arrogância e o ódio. Francisco apelou também aos jornalistas para que façam um "jornalismo de paz" contra as falsidades e os "slogans sensacionalistas".

Curiosamente, foi para o interior da Igreja que o Vaticano fez uma das intervenções mais assertivas. Em abril, Francisco pediu às freiras para usarem as redes sociais com "discrição e sobriedade". No documento, intitulado Cor Orans - "Coração que Reza" - o Papa reforçou a ideia de que as freiras, por viverem em clausura, devem ter "cuidado no uso das comunicações sociais".

A publicação surgiu pouco depois de um grupo de freiras espanholas ter protestado no Facebook contra a decisão judicial que absolveu cinco homens do crime de violação de uma rapariga de 18 anos, em 2016, nas festas de San Fermín, em Pamplona. Foram condenados a nove anos de cadeia, mas por delito continuado de abuso sexual.