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Estudo defende que luz dos ecrãs não influencia sono das crianças

Estudo defende que luz dos ecrãs não influencia sono das crianças

Um estudo revelado este fim de semana em Inglaterra contraria as teses amplamente divulgadas de que os ecrãs dos telemóveis e dos tablets influenciam o sono das crianças.

O trabalho, da Universidade de Oxford, adensa as dúvidas sobre os efeitos da chamada luz azul emitida por aparelhos como tablets e smartphones na saúde dos seres humanos, particularmente no sono. Segundo o estudo, noticiado este fim de semana em Inglaterra, os ecrãs têm pouca influência sobre as horas de sono das crianças.

"Centrar-se nas rotinas de sono e manter padrões, como a hora de deitar e levantar são estratégias mais eficazes para ajudar os jovens a dormir do que pensar que os ecrãs, só por si, têm uma influência significativa no sono", argumentou Andrew Pryxbylski, principal autor do estudo, publicado no Jornal de Pediatria da Universidade de Oxford, no Reino Unido.

Andrew Pryxbylski critica, ainda, baixas amostras usadas em trabalhos sobre os efeitos dos ecrãs para culpar as novas tecnologias por problemas que já existiriam. O investigador alega, também, que faltam estudos mais aprofundados sobre os mecanismos biológicos das crianças e de como os ecrãs as afetam.

Apesar das palavras de Pryxbylski, são muitos os estudos publicados sobre os efeitos da luz azul no ser humano. Em agosto, um trabalho da Universidade de Houston, nos EUA, concluiu que os adultos expostos aos ecrãs produzem menos melatonina, um químico indutor de sono, e que por isso vão para a cama mais tarde e dormem menos.

São trabalhos como estes que levaram de "smartphones" e "tablets" a incluir nos aparelhos os modos de iluminação noturna, que reduzem a quantidade de luz nos ecrãs.

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