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Não aprendemos nada, pois não?

Não aprendemos nada, pois não?

Os dias que se seguiram à polémica do Facebook e da Cambridge Analytica foram de grande revolta contra a rede de Mark Zuckerberg.

A reação de muitos utilizadores foi apagar a conta. O movimento #deletefacebook ganhou relevância e rapidamente se espalhou noutras redes.

Nunca se falou tanto do risco da exposição dos nossos dados pessoais e em todo o lado começaram a aparecer tutoriais para uma utilização mais responsável das redes sociais. Todos esperávamos que depois das notícias em torno do assunto houvesse como que um ponto de viragem. Mas não.

Ainda esta semana se tornou viral um passatempo que nos ajuda a saber com que jogador da seleção somos parecidos. A gratuitidade deste jogo - que já de si tem um interesse dúbio - é meramente aparente.

Ao entrarmos no jogo estamos a aceitar dar dados como o e-mail, a nossa lista de amigos, o telefone e o dispositivo que estamos a usar. Dados pessoais e privados, que nos expõem e aos nossos amigos digitais.

No fundo, estamos todos à espera de algum milagre para resolver os problemas das redes sociais esquecendo a responsabilidade que todos temos. Até porque é mais divertido fazer parte de movimentos como o #deletefacebook ou o #jesuisqualquercoisadestavida do que assumir uma postura verdadeiramente pró-ativa.

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