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O "deepfake" de Zuckerberg que assusta a net

O "deepfake" de Zuckerberg que assusta a net

Criado através de uma técnica de Inteligência Artificial, um vídeo publicado no Instagram, em que alegadamente se vê Mark Zuckerberg a falar de privacidade, deixou a Internet em alvoroço.

"Imagine: um homem, com controlo de milhares de milhões de dados roubados. Todos os seus segredos, vida e o futuro", podia ouvir-se a sair da boca do fundador do Facebook. Um conteúdo que seria polémico se fosse verdadeiro. Mas tudo não passou de uma criação de Bill Posters e Daniel Howe, para uma instalação artística em Sheffield.

O áudio e os lábios aparecem perfeitamente sincronizados, podendo enganar facilmente qualquer utilizador menos atento ao fenómeno do "deepfake". Foi precisamente para demonstrar a vulnerabilidade das redes sociais a conteúdos manipulados que o vídeo foi criado. E no teste, o Instagram, que pertence ao universo Facebook, reprovou redondamente. É que a publicação, que continua disponível, passou como se fosse verdadeira.

Já em maio, Donald Trump partilhou um vídeo adulterado de uma deputada democrata, em que parece estar sob o efeito de drogas, como se fosse verdadeiro. O tweet tornou-se viral entre os republicanos. Quando a questão das notícias falsas está ainda longe de ser resolvida, surge uma nova ameaça.