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Os cuidados do Facebook com a proteção de dados e os erros a evitar

Os cuidados do Facebook com a proteção de dados e os erros a evitar

Esta semana deve ter recebido centenas de mensagens e e-mails de empresas que querem continuar a contactá-lo depois da implementação do Regulamento Geral da Proteção de Dados (RGPD). O Facebook também se está a preparar e vai mudar as regras do jogo social.

As multas para quem não cumprir as novas regras podem chegar a 4% da faturação total do ano. Imagine quanto o Facebook não teria que pagar depois do escândalo da Cambrydge Analytica. É, por isso mesmo, que a rede social anunciou um conjunto de mudanças para evitar problemas financeiros:

- A rede social vai começar a perguntar aos utilizadores se querem que os seus dados sejam partilhados com parceiros externos, como empresas de aluguer de hotéis ou de automóveis. Esta foi uma das principais críticas feitas à empresa de tecnologia logo após a polémica do uso de dados para ajudar Trump a ganhar as eleições;

- O Facebook tem que perguntar a quem tem uma conta se pretende continuar a deixar a sua informação, como a orientação política e religiosa, à vista de toda a gente. É um dos principais reforços ao nível da privacidade dos utilizadores da rede social mais utilizada em todo o mundo;

- Tudo o que inclui a tecnologia de reconhecimento facial deve ser autorizado pelos utilizadores do Facebook. Isto, por exemplo, inclui a opção de marcar os amigos em fotos;

- O encarregado da proteção de dados é uma das novas figuras e nasce com a imposição do RGPD. "Temos uma equipa de pessoas que ajuda a garantir que estamos a documentar a nossa conformidade" com o regulamento, escreve a rede social na página da empresa.

Mas os utilizadores também devem mudar a forma de atuar. Sabia que, por exemplo, ao juntar vários contactos numa conversa, sem que tenham dado autorização para isso, pode estar a incorrer numa violação? O simples ato de partilhar uma foto sem que o proprietário autorize pode trazer-lhe problemas com o novo regulamento.

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