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Twitter anuncia mudanças no algoritmo para combater abuso e assédio

Twitter anuncia mudanças no algoritmo para combater abuso e assédio

O Twitter anunciou esta semana que vai alterar o algoritmo dos tweets, de forma a combater o assédio na plataforma. Determinados tweets serão puxados para baixo numa lista de pesquisa ou de respostas.

De acordo com o "The Guardian", o sistema vai usar a forma como os utilizadores reagem a um tweet para perceber se as contas são positivas ou negativas para as conversações. Por exemplo, se uma conta publica a mesma mensagem para vários utilizadores e todos esses utilizadores a bloqueiam, o sistema saberá que o comportamento da conta é incómodo. Pelo contrário, se uma conta publica a mesma mensagem para vários utilizadores e recebe respostas ou gostos, o sistema saberá que essas interações são positiva.

Del Harvey, vice-presidente da confiança e segurança do Twitter, explicou que, com estes sinais, "não importa o que é dito, importa como as pessoas reagem".

O novo algoritmo fará com que determinados tweets sejam puxados para baixo numa lista de pesquisa ou numa lista de respostas, mas não os apagará. "O espírito disto é que nós queremos tirar o fardo da pessoa que é abusada", disse Jack Dorsey, chefe executivo, sublinhando que a mudança está "a transformar-se numa das coisas com mais impacto" feitas até agora no Twitter.

Esta não é a primeira vez que o Twitter promete reprimir o abuso na rede social. Em 2015, Dick Costolo, CEO da altura, reconheceu que a companhia era "má a lidar com o bullying". As críticas continuaram mesmo depois de Jack Dorsey assumir o cargo e, em março, a empresa decidiu procurar ajuda externa junto de académicos e organizações não governamentais para implementar medidas que promovessem conversas saudáveis na plataforma.

"Muitas das nossas ações passadas têm sido baseadas em conteúdo e estamos a orientarmo-nos mais e mais para a conduta", disse Jack Dorsey.

As redes sociais têm lutado para fiscalizar conteúdo e comportamentos aceitáveis nas plataformas. Contudo, a pressão externa sobre as empresas aumentou significativamente após a revelação de que uma operação de influência russa terá usado as plataformas nas campanhas em torno das eleições de 2016 nos EUA.

O Facebook e o Google responderam, prometendo contratar milhares de moderadores e melhorar as ferramentas de inteligência artificial para automatizar a remoção de conteúdo. Segundo a empresa, o Twitter é diferente porque tem conteúdo neutro e não requer mais moderadores humanos.

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