Neurociências

Investigação sobre enxaqueca vale prémio de 1,3 milhões

Investigação sobre enxaqueca vale prémio de 1,3 milhões

Um grupo de quatro neurocientistas foi distinguido, este ano, com o Brain Prize, o maior prémio mundial em neurociências, pela investigação sobre a enxaqueca que conduziu a tratamentos mais eficazes.

Lars Edvinsson (Suécia), Peter Goadsby (Reino Unido/Estados Unidos), Michael Moskowitz (Estados Unidos) e Jes Olesen (Dinamarca) foram galardoados com um prémio no valor total de cerca de 1,3 milhões de euros, anunciou esta sexta-feira a fundação dinamarquesa Lundbeck, que concede anualmente a distinção a neurocientistas com trabalho pioneiro.

Os quatro premiados descobriram um mecanismo biológico que desencadeia a enxaqueca e levou ao desenvolvimento de tratamentos mais potentes, um trabalho que começou há mais de 40 anos.

Os tratamentos, autorizados na Europa e nos Estados Unidos, traduzem-se na injeção de anticorpos monoclonais (anticorpos fabricados em laboratório) que, apesar de não curarem a enxaqueca, atuam como tratamento para aliviar ou prevenir as crises (a sua frequência e intensidade).

Estes anticorpos (proteínas) foram concebidos para se ligarem, nas células, a um recetor do mensageiro químico CGRP, produzido pelas células nervosas e que está envolvido no aparecimento da enxaqueca.

Ao ligar-se a este recetor, o medicamento impede que o CGRP se ligue ao recetor e cause a enxaqueca, refere a Agência Europeia do Medicamento, numa nota informativa sobre o fármaco Aimovig, indicado para adultos que tenham uma enxaqueca pelo menos quatro dias por mês e que apresenta como substância ativa o anticorpo monoclonal erenumab.

Um outro anticorpo monoclonal, o fremanezumab, comercializado com o nome de Ajovy, atua da mesma forma.

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A comparticipação em Portugal dos dois medicamentos, autorizados na Europa em 2018 e 2019, foi só aprovada em 27 de janeiro de 2021.

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