Saúde

Investigadores de Coimbra vão desenvolver novo penso para feridas crónicas

Investigadores de Coimbra vão desenvolver novo penso para feridas crónicas

Dois investigadores da Escola Superior de Tecnologia da Saúde do Instituto Politécnico de Coimbra (ESTeSC-IPC) vão desenvolver um novo penso para tratar feridas crónicas, sobretudo nas pessoas idosas e acamadas.

O projeto "HIDGUP - Hidrocolóide de Galactomanana: Nova abordagem no tratamento de úlceras de pressão" foi distinguido com bolsa de inovação e empreendedorismo StartUp Voucher, atribuído pelo Instituto de Apoio às Pequenas e Médias Empresas (IAPMEI), refere um comunicado da instituição de ensino.

O projeto tem como objetivo desenvolver um novo penso, "mais económico e eficaz, para o tratamento de feridas crónicas, como as úlceras de pressão", sobretudo para a população idosa e acamada.

Em alternativa aos pensos já existentes no mercado, os investigadores Carolina Melo e Rúben Nunes propõem uma nova gama de pensos hidrocolóides, constituídos por "polissacarídeos extraídos da planta 'Adenanthera pavonina'".

Os especialistas consideram que este novo produto "pode afirmar-se como uma alternativa viável e eficaz, para a resolução de um problema de saúde pública com grande impacto financeiro e social", salienta o comunicado da ESTeSC-IPC.

"Predominantes sobretudo na população idosa e acamada, as úlceras de pressão são provocadas pela diminuição de circulação sanguínea e habitualmente tratadas com recurso a pensos que promovem a regeneração de tecidos e aceleram o processo de cicatrização", explica a nota.

A ESTeSC-IPC realça que o tipo de materiais utilizado "é ainda dispendioso" e estima que o tratamento de feridas crónicas tenha um impacto financeiro de quatro a seis mil milhões de euros por ano nos sistemas de saúde europeus.

Durante os próximos meses, os investigadores Carolina Melo e Rúben Nunes, licenciados em ciências biomédicas laboratoriais, vão receber até 12 meses de financiamento da bolsa inovação e empreendedorismo StartUp Voucher, atribuída pelo IAPMEI.

Os primeiros ensaios microbiológicos vão ser realizados nos laboratórios da ESTeSC, prevendo-se que o primeiro protótipo do novo penso seja apresentado no início de 2021.

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