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JN dá passos em frente na inovação digital

JN dá passos em frente na inovação digital

Em parceria com a MOG Technologies, o Jornal de Notícias participa em dois projetos inovadores de transmissão e partilha de conteúdos digitais: um orientado para streaming e outro para o Património.

Com três anos de trabalho às costas, um investimento de 10 milhões de euros e a colaboração de 23 parceiros das áreas tecnológica, académica e da Comunicação Social, o CHIC - Cooperative Holistic View on Internet and Content é "o maior projeto de investigação e desenvolvimento da área dos media em Portugal". Vem "dinamizar a fileira de produção de conteúdos audiovisuais nacional, tanto ao nível das empresas que produzem tecnologia, como das que produzem conteúdo", explica ao JN Alexandre Ulisses Silva, Chief Innovation Officer da MOG Technologies.

O projeto, apresentado esta sexta-feira num evento online, está dividido em 10 subprojetos focados na produção de conteúdos audiovisuais, que introduzem alguma inovação "na produção ou na distribuição dos mesmos". E que vão ser colocados em prática por empresas interessadas em "acompanhar as novas evoluções em termos de tecnologia de informação e comunicação", tipicamente em três grandes eixos - "cloud", património e conteúdos imersivos (que englobam a realidade virtual e aumentada).

O primeiro eixo inclui, entre vários subprojetos, um conceito de streaming com realização em direto, orientado para eventos culturais e musicais. Com a parceria do "Jornal de Notícias" e do INESC TEC, prevê uma "colaboração entre jornalistas e cidadãos comuns em eventos de grande dimensão, através de uma aplicação simples (não é preciso instalar, é acedível a partir de qualquer browser) para que a cobertura de um evento possa ser feita numa lógica colaborativa", explica Alexandre. Na prática, a ideia é que vários espectadores possam, em simultâneo, filmar um evento em que participam, enviando todos os vídeos para uma espécie de régie numa "cloud" (rede de servidores remotos que operam como um sistema único), onde um produtor fará, em tempo real, a realização desses "streams", para serem emitidos online ou nos ecrãs do recinto do próprio evento. "A ideia não é filmar o conteúdo propriamente dito, como um concerto, mas sim o ambiente", esclarece o responsável, notando que pode haver também uma mistura entre conteúdos filmados pelos telemóveis do público e por câmaras profissionais. Assim, "o próprio cidadão torna-se parte integrante da criação dos conteúdos", observando que o que produz está efetivamente a ser utilizado. Não há condicionamentos nem a nível do local nem de dimensão do evento: "a única coisa que é preciso é o telemóvel estar ligado à Internet".

Do CHIC, com a colaboração do ISEP, FEUP e Universidade Católica do Porto, chega outra inovação também com o selo JN, que alia aos campos do património material e imaterial os conceitos de realidade virtual, realidade aumentada, georreferenciação e cidades inteligentes (do inglês "smart cities"). Em suma, trata-se de uma aplicação em que podem ser colocados vários pontos de interesse sobre uma determinada localização - no caso da cidade do Porto, pode ser, por exemplo, a Torre de Clérigos - e aumentá-la com conteúdos audiovisuais, desde algo trivial como imagens ou textos de arquivo a experiências de realidade aumentada. A ideia é usufruir de um determinado ponto de interesse turístico - ou até de um simples objeto - seguindo uma experiência previamente definida. O resultado é um "highlight de interesse que despoleta curiosidade e remete para uma dinâmica distinta na promoção turística e internacionalização de territórios", diz a MOG, em comunicado.

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