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Menores de 16 anos deixam de poder enviar e receber mensagens no TikTok

Menores de 16 anos deixam de poder enviar e receber mensagens no TikTok

A pandemia de Covid-19 fez das redes sociais as grandes aliadas de milhões de pessoas em isolamento social por todo o Mundo. O TikTok, muito popular entre os mais novos, decidiu reforçar o controlo parental e vai impedir os menores de 16 anos de enviar mensagens privadas.

A aplicação que permite aos utilizadores criar vídeos divertidos de poucos segundos é sobretudo famosa pelas coreografias virais e desafios de "Lip Sync" e atrai utilizadores muito jovens, grande parte menores de idade. A partir de 30 de abril, vai haver mudanças na forma como a rede social é gerida pelos pais.

O TikTok avançou com um conjunto de medidas de controlo parental para melhorar a segurança digital e reduzir o risco de contacto com predadores sexuais.

Pais passam a ter controlo

As atualizações vão permitir que os pais controlem a conta dos filhos, definindo o tempo que os menores passam na aplicação e gerindo as mensagens que recebem e os conteúdos a que têm acesso. Para isso, os pais terão que criar umaconta própria no TikTok e associá-la à dos filhos. As mensagens privadas serão desativadas nas contas dos menores de 16 anos, que deixam de as poder enviar e receber.

O "Family Pairing" é um complemento ao "Family Safe Mode" criado pela aplicação chinesa no final de fevereiro e que começou por ser introduzido no Reino Unido. Com estas medidas, a plataforma digital quer capacitar os pais, permitir que acompanhem a experiência digital dos filhos e sensibilizar as famílias para a necessidade da cidadania digital.

Em comunicado, Jeff Collins, diretor de Segurança afirma que o TikTok quer fornecer uma "experiência segura" aos seus utilizadores, numa altura em que o surto de Covid-19 e o distanciamento social motivaram uma maior procura a ferramentas para "as famílias se manterem entretidas, informadas e conectadas".

No entanto, a empresa lembra que o trabalho de sensibilização tem de ser feito também pelos pais. No comunicado, Jeff Collins aconselha os pais a falarem com os filhos sobre as regras de conduta da aplicação e a lerem os guias parentais disponíveis. "Faz parte do nosso trabalho continuado para dar aos pais a capacidade de guiar a experiência online dos seus filhos e adolescentes".

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