Astronomia

NASA vai ter duas missões em Vénus pela primeira vez em 30 anos

NASA vai ter duas missões em Vénus pela primeira vez em 30 anos

A agência espacial norte-americana vai voltar a Vénus com duas missões, DAVINCI + e VERITAS, depois de mais de três décadas sem explorar o planeta. Nos próximos anos, e graças ao programa "Discovery" da NASA, será possível conhecer mais sobre aquele que é considerado, em certas características, o "irmão gémeo" da Terra.

Não serão astronautas a pousar em Vénus, mas sim robôs. Ainda assim, é mais uma novidade assinalável na descoberta do espaço. A última nave dos Estados Unidos chegou a Vénus em 1990 e por lá esteve durante quatro anos. Esta quarta-feira, Bill Nelson, administrador da NASA, anunciou que a agência espacial americana vai ter nos próximos anos, num intervalo entre 2028 e 2030, duas missões do programa "Discovery" em Vénus.

O objetivo passa por descobrir como um "vizinho" da Terra tem temperaturas tão altas como 900 graus (escala Fahrenheit) à superfície, mas é simultaneamente muito semelhante ao nosso planeta em termos de composição, tamanho e massa.

A missão DAVINCI +, por exemplo, vai tentar esmiuçar a composição da atmosfera de Vénus, como se formou e evoluiu, além de determinar se alguma vez o planeta teve um oceano. Nas palavras da NASA resume-se a "entender porque é que a atmosfera de Vénus é uma estufa descontrolada em comparação com a Terra".

A conclusão só poderá acontecer através da análise dos gases na atmosfera de Vénus. Para isso, a NASA lançará uma sonda espacial que, após entrar em órbita, numa descida de pouco mais de uma hora, vai recolher os compostos químicos e fazer uma medição.

Há uma hipótese em cima da mesa: comprovar se há fosfina em Vénus, uma molécula que poderá comprovar a presença de vida no planeta e que reside em micróbios. No ano passado, de acordo com o jornal "The New York Times", uma equipa de cientistas alegou ter evidências da presença de fosfina em Vénus, mais propriamente, nas nuvens. No entanto, a "descoberta" não foi convincente para alguns.

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Por outro lado, a missão VERITAS irá mapear a superfície para conhecer a geologia do planeta e perceber "porque se desenvolveu de forma tão diferente da Terra". Através de reconstruções em três dimensões e emissões infravermelhas, em breve, saber-se-á que tipo de rochas existem e ter-se-á a confirmação de que existem ou não vulcões ativos em Vénus.

Além dos Estados Unidos, a Índia e a Rússia planeiam missões espaciais a Vénus nos próximos anos. Mais recentemente, a Agência Espacial Europeia lançou o "Venus Express", em 2005, e esteve em órbita durante oito anos. Atualmente, Akatsuki, do Japão, é a única nave espacial no planeta.

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