Mobilidade

Cápsula de alta velocidade transportou pessoas pela primeira vez

Cápsula de alta velocidade transportou pessoas pela primeira vez

Empresa norte-americana deu mais um passo na transformação da mobilidade. A uma velocidade que vai crescendo...

Ainda no rescaldo dos resultados históricos das eleições presidenciais dos Estados Unidos (Biden foi o candidato mais votado de sempre e Harris a primeira mulher na vice-presidência), chegam mais novidades desse lado do globo. Depois de ter feito já mais de 400 testes sem pessoas a bordo, a empresa norte-americana Virgin Hyperloop completou a primeira viagem de passageiros numa cápsula de alta velocidade, naquele que foi um teste de segurança fundamental para a nova tecnologia, que quer transformar o transporte de pessoas e mercadorias.

A tecnologia - cujo nome, hyperloop, foi usado pela primeira vez para descrever um projeto conjunto da Tesla e da SpaceX - atingiu, no domingo, a velocidade de 172 quilómetros por hora, no local de teste da empresa, em Las Vegas, Nevada. "Tive o prazer de ver a História a ser feita com os meus próprios olhos", disse Sultan Ahmed Bin Sulayem, atual presidente da Virgin Hyperloop.

O objetivo da Hyperloop, sediada em Los Angeles, é que cápsulas flutuantes cheias de passageiros e carga se movam por tubos de vácuo a 966 km/h ou mais rápido. Num sistema assim, que usa levitação magnética para permitir uma viagem quase silenciosa, ir de Nova Iorque a Washington - que demora cerca de quatro horas de carro - levaria apenas 30 minutos, ou seja, seria duas vezes mais rápido do que voar num jato comercial e quatro vezes mais rápido do que andar num comboio de alta velocidade, escreve o britânico "The Guardian". Contas feitas, a viagem Porto - Faro (aproximadamente cinco horas de carro) demoraria cerca de 40 minutos.

A empresa está a trabalhar para obter a certificação de segurança até 2025 e começar as operações comerciais até 2030. A canadiana Transpod e a espanhola Zeleros também têm como objetivo melhorar as redes tradicionais de transporte de passageiros e cargas com tecnologia semelhante. Segundo as companhias, o novo sistema, além de reduzir o tempo de viagem, diminuirá o congestionamento e os danos ambientais associados às máquinas movidas a petróleo.

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