Inteligência Artificial 

Novo chip aproxima robôs do ser humano

Novo chip aproxima robôs do ser humano

Os investigadores de inteligência artificial do Instituto de Tecnologia de Massachusetts (MIT na sigla em inglês) estão a desenvolver "cérebros" personalizados para robôs, com o objetivo de acelerar o tempo de resposta das máquinas e aproximá-las do ser humano.

Os novos chips vão permitir ao robô desenvolver capacidades físicas e captar estímulos da mesma forma que o ser humano, algo que não é possível com os chips convencionais.

Com base na configuração de hardware do robô e as capacidades de deteção física, os chips irão permitir que a interação entre os robôs e os humanos seja mais natural. Além disso, Sabrina Neuman, investigadora principal do Laboratório de Informática e Inteligência Artificial do MIT, salienta que desta forma poderão também executar tarefas antes impossíveis, como, por exemplo, prestar cuidados médicos na linha da frente a pacientes contagiosos, de forma a reduzir o risco de infeção dos profissionais de saúde.

"Para que os robôs possam ser implantados no terreno e operar em segurança em ambientes dinâmicos em torno de seres humanos, precisam de ser capazes de pensar e reagir muito rapidamente, e neste momento os algoritmos atuais não podem ser executados no hardware atual da CPU com a rapidez suficiente", explica Brian Plancher, coautor da investigação, da Universidade de Harvard.

Assim, a "robomorphic computing" é a nova abordagem desenvolvida pela equipa de investigadores, que produziu um chip oito vezes mais rápido do que um CPU não personalizado, mas a uma velocidade de relógio lenta. "Fiquei entusiasmada com estes resultados", explica Neuman.

Robin Deits, engenheiro de robótica da Boston Dynamics, realça que o facto de os robôs pensarem mais rápido, faz com que possam vir a "desbloquear comportamentos excitantes que anteriormente seriam demasiado difíceis em termos computacionais".

Destaca ainda que o desempenho do software é fundamental na robótica, uma vez que "o mundo real nunca espera que o robô acabe de pensar".

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A investigação será apresentada em abril, na Conferência Internacional sobre Apoio Arquitetónico para Linguagens de Programação e Sistemas Operativos.

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