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O perigoso silêncio do Livre

O perigoso silêncio do Livre

A forma meteórica com que o Livre chegou ao Parlamento só tem paralelo com a rapidez e a violência da primeira polémica em que o partido se viu envolvido e que levou ao "silêncio" da deputada e do seu assessor nas redes sociais. Uma medida de risco e que se tem revelado pouco assertiva.

O conflito entre a direção do Livre e Joacine Katar Moreira extravasou a agenda habitual dos media tradicionais e deu-se muito no interior das redes sociais, o território onde o partido conseguiu maior força de expressão durante a campanha para as legislativas.

Primeiro, foi o assessor, Rafael Martins, a silenciar a sua conta pessoal, depois da troca de galhardetes com jornalistas. "Larguem o osso", atirou antes do apagão. Pouco depois foi a própria Joacine a silenciar a conta que tinha no Twitter. Se a ideia passava por evitar a pressão do exterior, o que se seguiu não foi nada abonatório. Pouco mais de uma semana depois, são várias as contas falsas que usam o nome e a fotografia de Joacine no Twitter.

É que nas redes o "mute" dificilmente resulta em pouco ruído e os "bots" que agora usam o nome de Joacine podem dificultar a comunicação entre a deputada e os cidadãos que usam a rede.

Entre as contas que usam a paródia, e que são mais fáceis de identificar como falsas, há algumas camufladas, que podem passar como verdadeiras. A primeira pista é olhar para o número de seguidores. É sempre baixo, o que logo denuncia a pouco credibilidade.

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