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O que distingue a Google, Apple, Facebook e a Amazon

O que distingue a Google, Apple, Facebook e a Amazon

O que é que tornou a Google, a Apple, o Facebook e a Amazon nas maiores potências mundiais no campo do online e da tecnologia? Um estudo analisou o percurso dos quatro gigantes e explica o sucesso que alcançaram em tão pouco tempo.

A Internet já é indissociável do nosso dia-a-dia, faz parte da nossa vivência e mudou completamente a maneira como tudo é feito, levando, por arrasto, ao desenvolvimento veloz da tecnologia.

Nestas duas últimas décadas de desenvolvimento sem paralelo, há quatro nomes que se destacam: Google, Apple, Facebook e Amazon (ou GAFA). Mas como conseguiram estas empresas transformar-se nas quatro superpotências da "nova economia"?

Um estudo pretende responder a essa questão, com uma análise pormenorizada do seu modelo de negócio e do que mudou por causa da sua influência, bem como conseguiram tornar-se parte de "infraestrutura" indispensável da economia atual.

Segundo o estudo GAFAnomics, da agência de inovação FABERNOVEL, o "sucesso dos GAFA está estreitamente ligado a uma visão muito particular do mundo que pauta pelo 'think different' (pensar diferente), uma visão de negócio que abala as regras de mercado e as empresas tradicionais".

Fazem-no deixando de lado a ideia pós-Revolução Industrial de que o enfoque tem de estar no produto e passam a concentrar as suas atenções no consumidor global. "O mundo é para eles, o seu terreno de jogo, e 7 mil milhões de clientes a sua última fronteira", é dito.

Para tal, cada uma delas desenvolveu "uma estratégia de crescimento audaciosa", "rompendo definitivamente com os princípios fundamentais da gestão de empresas". As principais estratégias que "abalaram as regras do mercado" são, diz o estudo, três e são facilmente delineáveis.

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As três regras da "nova economia"

Em primeiro lugar, estas empresas inventaram o conceito de "cliente grátis", redefinindo por completo a noção de cliente e incorporando na mesma a ideia de que não é preciso que haja uma transação para haver consumo.

Com essa mudança de paradigma, surge um maior enfoque no envolvimento do cliente com a marca. Passamos da abordagem transaccional para a abordagem relacional e o cliente passa a ser um utilizador que tem algum tipo de ligação com o produto.

Para que esse elo se fortaleça, entra em jogo a segunda estratégia chave destas quatro empresas: o enfoque na criação de valor em vez de receitas. A maximização de receitas passa, assim, a estar em segundo plano perante a necessidade de criar algo útil para o cliente, que torne a empresa indispensável no seu dia-a-dia (mesmo que isso signifique que haja sacrifício do lucro).

Os clientes passam a ser, desta maneira, a sua maior forma de rentabilidade e, para continuar a atraí-los, é preciso inovar constantemente. Estas quatro empresas são, assim, campeãs a angariar e reter talento, que utilizam sem pudor na sua terceira estratégia: a redefinição dos modelos de execução. Os GAFA sabem que tem de continuar a inventar o futuro para poder fazer parte dele, pelo que aplica o "modelo de gestão pirata" e os princípios da cultura "hacker" para encontrar novos caminhos.

Estes três factores são, segundo o estudo da FaberNovel, fundamentais para explicar o sucesso destas quatro empresas, que continuam a moldar o presente e a avançar, de forma lucrativa. Estudá-las é a melhor forma de aplicar o que criaram a outros negócios e entender melhor as novas regras da nova economia, pelo que o estudo também fornece uma grelha de aplicação a outras indústrias.

O certo é que, com mais de "240 mil milhões de euros de receitas acumuladas", produtividade "três vezes superior à média", e uma base de clientes que equivale a "50% da população online", a Google, a Apple, o Facebook e a Amazon prometem continuar a fazer parte do nosso dia-a-dia.

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