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O WhatsApp entra em mudanças. O que tem de saber

O WhatsApp entra em mudanças. O que tem de saber

Se não aceitar as novas regras do WhatsApp, que em alguns países prevê a partilha de determinados dados com o Facebook, irá perder funcionalidades ao longo do tempo.

O principal serviço de troca de mensagens, com mais de dois mil milhões de utilizadores por todo o mundo, tem a partir deste sábado novos termos de uso e uma nova política de privacidade que prevê, em alguns casos, a partilha de dados com o Facebook, a empresa matriz, que passa a poder usá-los para fins de negócio. Graças às leis europeias de proteção de dados, os utilizadores residentes na União Europeia (UE) não estão abrangidos. Mas quem se recusar a aceitar os novos termos de serviço - e aqui a UE e, por inerência, Portugal também estão incluídos - vai perdendo o acesso à aplicação com o passar do tempo, embora as contas continuem a existir.

Se tem ido ao WhatsApp nas últimas semanas, pode ter-lhe acontecido deparar-se com uma tela onde lhe é solicitada a aceitação dos novos termos. Caso ainda não o tenha feito até este sábado, o lembrete vai tornar-se permanente, fazendo com que deixe de ter acesso a algumas funções. Assim, até que aceite as novas regras, não terá acesso à lista de conversas, podendo, no entanto, continuar a atender chamadas de voz e vídeo e, caso tenha as notificações ativas, ler e responder a mensagens ou chamadas perdidas. Mas, ao fim de "algumas semanas", informou a empresa em comunicado, deixará mesmo de receber chamadas, mensagens e notificações.

Mensagens com lojas em causa

As mudanças dos termos e política de privacidade foram anunciadas pela primeira vez em outubro e causaram logo polémica, sobretudo no Brasil, um dos países do mundo com mais utilizadores de WhatsApp, que conseguiu mais 90 dias, a partir de hoje, para aceitar as regras.

Na prática, esta atualização "não impacta a forma como as pessoas comunicam de forma privada com os seus amigos e familiares em qualquer lugar do mundo", como disse a empresa em janeiro. Mas a criptografia ponta-a-ponta (recurso de segurança que garante que só o remetente e o destinatário possam aceder ao conteúdo das mensagens) existe apenas nas comunicações entre contas individuais. No caso das mensagens com contas empresariais (como as de lojas que atendem pelo WhatsApp), a privacidade não está garantida porque estão envolvidos intermediários que passam a mensagem às empresas finais.

"O utilizador precisa de perceber que, quando fala com uma empresa, não está a ter uma relação direta com a empresa, existe um intermediário, que pode ser o Facebook - e, sendo o Facebook, claramente o WhatsApp vai estar a partilhar dados com a rede social, como uma prestadora de serviços", explicou.

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