Tecnologia

Seis países europeus vão sancionar Google por falhas na confidencialidade

Seis países europeus vão sancionar Google por falhas na confidencialidade

As autoridades de proteção de dados de seis países europeus vão sancionar a Google por não ter dado resposta a pedidos para alterar as regras de confidencialidade, anunciou a comissão nacional francesa de Informática e Liberdades.

Alemanha, Espanha, França, Holanda, Itália e Reino Unido "empreenderam ações a 2 de abril de 2013 com base nas provisões estabelecidas nas respetivas legislações nacionais" para obrigar a Google a adequar a sua política de privacidade às regras europeias, informou a comissão francesa num comunicado.

Em outubro do ano passado, as agências de proteção de dados de todos os 27 Estados membros da União Europeia advertiram a Google de que a sua nova política de confidencialidade não cumpria a diretiva europeia sobre esta matéria e deram quatro meses à gigante da informática para fazer as alterações necessárias.

Quando esse prazo terminou, em fevereiro, vários desses organismos decidiram criar um grupo de trabalho, dirigido pela Comissão Nacional de Informática e Liberdades (CNIL) francesa para concertar ações a empreender contra a empresa norte-americana.

Já em março, representantes da Google reuniram-se com o grupo de trabalho, que reúne os organismos daqueles seis países, mas, segundo a CNIL, não houve desde então qualquer alteração à política de privacidade.

No comunicado divulgado esta terça-feira, a CNIL informa que já notificou a Google de que lançou um procedimento inspetivo e outro de cooperação administrativa internacional. Cada um dos outros cinco organismos agirá de acordo com a respetiva legislação nacional.

A Google aplica desde março de 2012 uma política de confidencialidade que agrega informações de vários serviços anteriormente separados, como o Gmail, o YouTube ou a rede Google+, para, com fins publicitários, facilitar a identificação de perfis de consumo.

PUB

Organizações de defesa dos consumidores da Europa e dos Estados Unidos opuseram-se à nova política com o argumento de que ela não devia ser obrigatória para todos os utilizadores e dá ao maior operador de motores de busca do mundo um controlo sem precedente sobre os dados dos seus utilizadores.

Como sempre afirmou antes, a Google reagiu ao anúncio de hoje reiterando que a sua política de privacidade "respeita as normas europeias" e tem como fim "criar serviços mais simples e eficazes".

Mais Notícias

Outros Conteúdos GMG