Balanço

87 pessoas detidas durante a Operação Páscoa

87 pessoas detidas durante a Operação Páscoa

GNR e PSP realizaram quase 17 mil operações de fiscalização e encerram 227 estabelecimentos comerciais.

Nos cinco dias em que decorreu a "Operação Páscoa", GNR e PSP realizaram 16900 operações de fiscalização e sensibilização, durante as quais foram detidas 87 pessoas. Cinco dos detidos estavam obrigados a confinamento na habitação por estarem infetados com a Covid-19. Em todo o país, estas forças de segurança também encerraram 227 estabelecimentos comerciais que não estavam a cumprir as regras impostas pelo estado de emergência. Ou seja, muitos deles continuavam a comercializar produtos considerados não essenciais.

O balanço da "Operação Páscoa" foi realizado na tarde desta terça-feira, através de uma conferência de imprensa conjunta entre GNR e PSP. E se a primeira instituição acrescentou que os militares também contactaram, através do Programa Apoio 65 - Idoso em Segurança, 8128 idosos vulneráveis e a viver em locais isolados, assim como a descontaminação de edifícios e de mais de mil viaturas de transporte de doentes, a Polícia destacou o trabalho feito na área da violência doméstica.

"Nove das dez detenções realizadas foram em flagrante delito", referiu o superintendente Luís Elias. O diretor do Departamento de Operações da PSP afirmou, ainda, que das 113 participações de violência doméstica registadas neste período, 58% foram classificadas como de risco médio e 7,5% de risco elevado. "Este valor representa uma descida de 47% face ao mesmo período de 2019", revelou o superintendente Luís Elias. O decréscimo é, contudo, justificado, acrescenta o oficial da PSP, com o facto de haver "uma menor propensão para as pessoas se dirigirem aos postos e esquadras". "20% das participações de violência doméstica foram comunicadas por terceiros, não pelas vítimas", salientou.

A "Operação Páscoa" decorreu entre 9 e 13 de abril e envolveu 35 mil militares da GNR e polícias. Um trabalho conjunto que poderá prolongar-se se o estado de emergência, em vigor até à próxima sexta-feira, for prolongado pelo Presidente da República. "Continuamos a trabalhar juntos no cumprimento da lei. E cumprir a lei é estar próximo da grei, do povo", garantiu o coronel Vítor Rodrigues, diretor de Operações da GNR. "É muito provável que o estado de emergência se prolongue, com prioridade para as situações de confinamento obrigatório. Também será prioritário garantir que não há aglomeração de pessoas", complementou o superintendente Luís Elias.