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Acusação pela morte de Giovani com "enormes contradições"

Acusação pela morte de Giovani com "enormes contradições"

Ex-presidente do Instituto Nacional de Medicina Legal diz que autópsia descarta mais agressões e que pancada fatal na cabeça também pode ter sido acidental.

O ex-diretor do Instituto Nacional de Medicina Legal, hoje consultor forense, Duarte Nuno Vieira, disse ontem no julgamento do caso da morte de Luís Giovani que existem "enormes contradições" entre a versão dos factos relatados na acusação e o que revela a autopsia, o que não dá certezas sobre a causa da morte do estudante cabo-verdiano, na sequência de uma rixa que acabou em confrontos numa rua de Bragança. O especialista afasta ainda a existência de outras lesões, como sustenta o Ministério Público (MP), além do traumatismo na cabeça que lhe foi fatal e mesmo este admite que possa ter sido acidental.

"A autópsia evidencia enormes contradições entre o relato do despacho de acusação, aquilo que as testemunhas terão contado, aquilo que o cadáver veio a contar-nos e aquilo que veio a evidenciar contradições significativas que nos não permitem ter a certeza do que terá acontecido", afirmou o professor catedrático, que testemunhou a pedido da defesa de um dos sete arguidos acusados do homicídio qualificado do jovem na noite de 21 de dezembro de 2019.

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