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Acusado de atropelamento mortal nas Festas da Moita diz que "perdeu a cabeça"

Acusado de atropelamento mortal nas Festas da Moita diz que "perdeu a cabeça"

O Tribunal de Almada ouviu hoje o áudio do primeiro interrogatório judicial feito a Abel Fragoso, acusado do homicídio de uma jovem de 17 anos, na Moita, que admitiu que "perdeu a cabeça" depois de ter sido agredido.

"Voltaram a bater-me e eu fugi, voltei para o carro. Pensei em voltar lá [ao bar Casa do Tio] e perdi a cabeça, estava cego e não vi a polícia, a verdade é essa", indicou o arguido, de 21 anos, logo no início do depoimento, ouvido hoje no Tribunal de Almada, no distrito de Setúbal.

Abel Fragoso é acusado de ter embatido com o carro num grupo de seis pessoas numa rua fechada ao trânsito, tendo provocado a morte a uma delas e ferimentos nas outras cinco.

O coletivo de juízes decidiu hoje ouvir e comparar as declarações dadas por Abel Fragoso no primeiro interrogatório judicial e na fase de instrução, devido à mudança da versão dos acontecimentos.

Logo no primeiro interrogatório, o suspeito indicou que estava sozinho quando foi ao bar Casa do Tio, na Moita, no distrito de Setúbal, onde esteve envolvido numa briga com um grupo de rapazes, tendo sido "agredido muitas vezes", levando-o a fugir para o carro.

"Pensei em voltar e queria ir lá normal, como se fosse ter com alguma pessoa, mas estava humilhado e não pensei, foi um erro grave", referiu.

Quando questionado pelo procurador, o arguido admitiu que, se tivesse encontrado um dos rapazes com quem brigou, era capaz de os atropelar, apesar de não ser essa a sua "intenção".

Abel Fragoso sabia que se tratava de uma rua fechada ao trânsito, mas garantiu que ia devagar e apenas queria estacionar para "ir ter com os rapazes", para resolver da mesma forma como fizeram com ele, "à 'porrada'".

Além disso, afirmou que não se lembra de embater na vítima, tendo-se apercebido apenas quando a estavam a socorrer.

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