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Adulterar quilómetros a carros usados deve ser crime

Adulterar quilómetros a carros usados deve ser crime

Com o mercado de automóveis usados com números bem mais saudáveis do que o de veículos novos, multiplicam-se os stands de porta aberta e as vendas à beira da estrada, muitas vezes com desagradáveis surpresas para os compradores, quando adquirem viaturas com quilometragens (muito) adulteradas.

Comerciantes menos escrupulosos abastecem-se no mercado europeu, principalmente no alemão, comprando barato viaturas com 200 ou 300 mil quilómetros que, pelo caminho, "perdem" mais de metade.

O fenómeno é difícil de quantificar, mas um estudo oficial e recente da União Europeia estima que, dos cerca de 2,4 milhões de viaturas usadas comercializadas entre estados-membros, 30% e 50% tinham a quilometragem reduzida através da adulteração do aparelho que a mede, o odómetro. Este estudo é o mais completo feito no espaço europeu e aponta também para que as fraudes causem, por ano, um prejuízo à economia e aos consumidores de entre 5,6 e 9,6 mil milhões de euros, sem contar com os custos ambientais.

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