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Advogada da Doyen quer mostrar registo criminal de Nélio Lucas

Advogada da Doyen quer mostrar registo criminal de Nélio Lucas

A advogada da Doyen, Sofia Ribeiro Branco, quer pedir um Certificado de Registo Criminal (CRC) do ex-CEO da empresa, Nélio Lucas. O objetivo é demonstrar que Nélio tem a "ficha limpa", ao contrário do que a defesa de Rui Pinto sustentou na contestação à acusação.

Perante o pedido de Sofia Ribeiro Branco, a magistrada do Ministério Público, Marta Viegas, considerou que este não é "relevante", uma vez que a "honra" de Nélio Lucas - cujo depoimento enquanto testemunha no processo Football Leaks prosseguiu esta quinta-feira - não está em causa.

Francisco Teixeira da Mota, representante de Rui Pinto, não se opôs ao pedido, mas argumentou que este não faz prova suficiente. Nélio Lucas entregou voluntariamente o registo criminal, mas a defesa de Rui Pinto - que alega que Nélio tem antecedentes criminais - pretende que seja o tribunal a pedir o documento.

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Ao longo da sessão, a juíza presidente, Margarida Alves, lembrou por mais de uma vez que Nélio Lucas não se encontra em tribunal enquanto arguido, mas sim na qualidade de testemunha.

Aníbal Pinto serviu para "maquilhar" extorsão, diz Nélio Lucas

Neste segundo dia em que se apresentou perante o coletivo de juízes, Nélio Lucas afirmou que a Doyen não era um fundo de investimento, mas sim uma "sociedade comercial". No entanto, a juíza presidente manifestou "estranheza" ao ouvir esse argumento, já que a empresa tinha celebrado contratos que a descreviam como "fundo".

O antigo líder da Doyen referiu que essa era "uma denominação que as partes encontraram" e que foi, inclusive, vulgarizada pelos clubes e pela comunicação social. No entanto, admitiria depois que o objetivo era a empresa "migrar" do estatuto de sociedade comercial para o de fundo.

A maior parte da manhã foi dedicada às questões da advogada da Doyen, mas também houve tempo para algumas perguntas do advogado de Aníbal Pinto, arguido do processo e acusado de tentativa de extorsão à Doyen, tal como Rui Pinto.

Tal como já tinha feito na quarta-feira, Nélio Lucas garantiu ter aceitado reunir com Aníbal Pinto - advogado de Rui Pinto à época da alegada tentativa de extorsão, em 2015 - e concordado em fazer o pagamento exigido para "ganhar tempo".

O ex-CEO da Doyen acrescentou que a função de Aníbal era "maquilhar" a operação, considerando também "estranho" que este tenha insistido em marcar um encontro presencial. "Se é um assunto tão claro e evidente, manda-se um draft", argumentou.

Nélio Lucas disse não ter querido combinar o encontro no Porto porque "não fazia sentido nenhum" e "não sabíamos o que íamos encontrar".

A declaração de Nélio Lucas prossegue a partir das 14 horas.

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