Alcochete

Advogado de Bruno de Carvalho compara interrogatórios de Cândida Vilar à PIDE

Advogado de Bruno de Carvalho compara interrogatórios de Cândida Vilar à PIDE

O advogado de Bruno de Carvalho critica Cândida Vilar pela forma como conduziu os interrogatórios judiciais a arguidos a quem afirmou que os libertava se lhes dissesse quem os mandou atacar os jogadores na Academia de Alcochete.

Isto com a conivência de um juiz de instrução que dirigia os interrogatórios e que de acordo com Miguel Fonseca "não era um juiz livre como mostraram ser as que compõem o coletivo de juízes de Almada". "O juiz permitiu que a procuradora dissesse que libertava arguidos se dissessem quem o mandou, os libertava, não conseguia acreditar no que estava a ouvir". "Isto era o que fazia a PIDE", afirma Miguel Fonseca.

O advogado de Bruno de Carvalho congratulou a forma como o coletivo de juízes do Tribunal de Almada pela forma como conduziu o julgamento. "Espantoso como o juiz teve razão nas vezes que me interrompeu, à exceção de uma, quando estava a inquirir o encomendador, ou comendador". Na mesma sequência, elogiou o Ministério Público por ter a sua opinião quanto ao envolvimento de Bruno de Carvalho no ataque aos jogadores.

Miguel Fonseca considera que houve uma mão invisível neste processo, mão essa evidenciada logo na detenção dos suspeitos no posto da GNR de Alcochete. "O processo tem demasiados telefonemas e o primeiro foi por um tenente-coronel que disse aos arguidos que iam ser libertados, mas que depois recebe um telefonema e informa que afinal iam ficar detidos".

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