Cartão vermelho

"Rei dos frangos" respondeu a Carlos Alexandre "com toda a transparência"

"Rei dos frangos" respondeu a Carlos Alexandre "com toda a transparência"

José António dos Santos, conhecido por "rei dos frangos" e sócio de Luís Filipe Vieira, respondeu, esta sexta-feira, "com toda a transparência" às questões do juiz Carlos Alexandre, revelou um dos seus advogados, Castanheira Neves, à saída do Tribunal Central de Instrução Criminal, em Lisboa.

O empresário foi detido na quarta-feira, com outros três arguidos, no âmbito da operação "Cartão Vermelho", por suspeitas de abuso de confiança, burla qualificada, fraude fiscal e branqueamento. No dia seguinte, foi identificado por Carlos Alexandre e, esta sexta-feira, foi o primeiro a falar em tribunal, durante mais de duas horas.

"Respondeu a todas as questões que lhe foram colocadas, com toda a tranquilidade e, do nosso ponto de vista, com toda a transparência", afirmou Castanheira Neves, que partilha a defesa de José António dos Santos com o advogado João Carlos Silva.

Questionado pelos jornalistas sobre se ficará surpreendido se o Ministério Público vier a promover (pedir) prisão preventiva para o seu cliente, o causídico respondeu que, "ao fim de tantos, tantos, tantos anos de carreira profissional, já não há nada" que o consiga surpreender.

"Temos sinceramente a expectativa de que o interrogatório tenha contribuído acentuadamente para esclarecer melhor alguns pontos", sublinhou Castanheira Neves.

Além de José António dos Santos, foram detidos, na quarta-feira, o presidente do Benfica, Luís Filipe Vieira, o filho deste, Tiago Vieira, e o empresário Bruno Macedo. Desde então que estão a pernoitar nos calabouços da sede do Comando Metropolitano de Lisboa da PSP, em Moscavide, Loures. Os interrogatórios continuavam a decorrer pelas 19.15 horas desta sexta-feira.

"No processo investigam-se negócios e financiamentos em montante total superior a 100 milhões de euros, que poderão ter acarretado elevados prejuízos para o Estado e para algumas das sociedades", informou na quarta-feira, em comunicado, o Departamento Central de Investigação e Ação Penal (DCIAP) do Ministério Público. Os atos terão sido praticados a partir de 2014.

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