Bragança

Agentes da PSP confirmam ter encontrado Giovani inconsciente e sozinho na rua

Agentes da PSP confirmam ter encontrado Giovani inconsciente e sozinho na rua

Os dois agentes da PSP de Bragança que encontraram Luís Giovani Rodrigues deitado numa rampa de acesso a uma loja na Avenida da Sá Carneiro, em Bragança, na madrugada de 21 de dezembro de 2019, explicaram esta terça-feira que o jovem estava sozinho, com a camisa aberta, sem casaco, com as calças sujas de vomitado, e tinha um forte odor a álcool.

Durante a sessão de hoje do julgamento, os polícias disseram ainda que o jovem não falava e que, naquela altura, associaram a situação a "uma noite de copos".

De acordo com os agentes, o estudante cabo-verdiano estava muito distante do local onde terá ocorrido uma rixa entre várias pessoas, tendo sido localizado pelas 3.40 porque um casal os alertou para a existência de um homem deitado no chão.

O agente Vítor Pires explicou que ligou três vezes para o 112 para pedir uma ambulância e que, enquanto aguardavam, chegaram mais dois ou três jovens, que seriam os amigos de Giovani, que falavam crioulo. Um deles seguiu também para o hospital como acompanhante no veículo de socorro.

O agente João Afonso foi mais preciso na forma como descreveu o momento em que encontraram Giovani. Estava "deitado numa rampa de acesso a uma loja, com a cervical em cima do rebordo de um canteiro e a cabeça dentro desse canteiro", apresentando "uma escoriação aparentemente leve na testa e sem sangue". No final, acrescentou, quando o jovem estava prestes a ir para o hospital, tinha uma posição que lhe pareceu estranha, "com as mãos fechadas e os braços um pouco levantados junto ao corpo".

Os agentes tinham sido solicitados para uma ocorrência quase no outro extremo da avenida Sá Carneiro, cerca das 3.10, mas quando lá chegaram já estava no local outro carro patrulha. "Demos uma volta por ali, mas não vimos nada", referiu.

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Nas sessões já realizadas - quase dez - têm-se assistido a relatos contraditórios por parte dos arguidos e dos três ofendidos, o que para Américo Pereira, advogado de um dos arguidos no processo, dificulta a produção da prova em sede de julgamento.

"Os juízes têm feito um esforço enorme para saber onde foi agredido ou ofendido o falecido Giovani, mas tem sido difícil porque os queixosos apresentam muitas contradições. E são aspetos importantíssimos. Entendo que não é bom para que o tribunal possa aferir quem são os responsáveis, se os houver. Há contradição relativamente ao número de pessoas que os agrediram, em relação aos locais e à forma como a ação se desenvolveu. Claro que havia muito álcool à mistura ", afirmou Américo Pereira.

Sete homens, com idades entre os 24 e os 36 anos, respondem por um crime de homicídio qualificado e três crimes de ofensas à integridade física qualificada. Três deles estão ainda acusados de um crime de posse de arma proibida.

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