Santa Maria da Feira

Agrediu a filha com soco e pontapé. Já tinha quatro condenações

Agrediu a filha com soco e pontapé. Já tinha quatro condenações

O Ministério Público pediu, na manhã desta terça-feira, a condenação de um homem, de 41 anos, acusado de agredir a própria mãe e a filha menor com cabeçadas na parede e um soco no estômago. Já tinha sido condenado quatro vezes por maus tratos à mãe.

O historial de agressões do arguido, dependente de drogas duras, natural de Espinho, é grande. Conta com quatro condenações anteriores, todas elas relacionadas com crimes de ofensa à integridade física qualificada e crime de coação agravada, cometidos sobre a própria mãe, uma mulher de 65 anos com quem vivia.

Depois de cumprir a totalidade de uma primeira pena de 30 meses de prisão, efetiva, em 2018, voltaria a prisão, em outubro de 2019, para cumprir nova condenação, agora de um ano e três meses.

Ainda a cumprir a última pena a que foi condenado, respondeu em Tribunal, por dois crimes de violência doméstica.

De acordo com a acusação, em agosto de 2019 insultou a mãe por esta não lhe entregar dinheiro para a droga. Foi a filha deste, em pânico com todo o cenário, que chamou a PSP.

Um mês depois, voltou a exigir dinheiro à mãe. Como esta recusou, atirou-lhe uma chave de fendas a uma perna, tendo-lhe provocado ferimentos. Ainda no mesmo mês de setembro, desferiu um pontapé na coxa da filha, pela demora desta em levantar-se da cama.

Passados alguns dias, voltou a agredir a filha, agora com bofetadas na face e num dos braços. A menor recuou para uma despensa onde o arguido lhe deu uma bofetada na face que lhe projetou a cabeça contra a parede.

Puxou-lhe depois o cabelo várias vezes para voltar a arremessar a cabeça contra a parede por três vezes, desferindo-lhe depois um soco no estômago.

Ainda pegou numa coluna de som e ameaçou "rachar" a cabeça da filha que, depois deste acontecimento, ficou aos cuidados temporários de um tio.

Esta terça-feira, em tribunal, chorou por várias vezes e disse estar arrependido do que fez. Confrontado com a acusação disse serem "verdade" os factos narrados e justificou os mesmos com o consumo de cocaína e heroína. "O desespero levou-me a fazer essas coisas", referiu.

Nas alegações finais, a representante do Ministério Público pediu a condenação do arguido, "como reincidente".

"É difícil alguém acreditar que algo mudou com todo o passado (...) as condenações até hoje não surtiram qualquer advertência", referiu a procuradora.

Já a advogada de defesa apelou para a postura do arguido que, "está arrependido".

Filha entregue à avó

A menor é filha de pai e mãe toxicodependentes. Por esse motivo a guarda da mesma foi entregue à avó paterna.

Mãe vive de pensão e limpezas

A mãe vive de uma pensão de sobrevivência e de limpezas ocasionais. Chegou a dar por várias vezes dinheiro para o filho comprar droga. Os 800 euros mensais que o arguido ganhava não chegavam para o vício.

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