Vila do Conde

Agressor de Labruge quis matar família com gás

Agressor de Labruge quis matar família com gás

O agressor de Labruge, Vila do Conde, que morreu de ataque cardíaco enquanto agredia a mulher com um ferro, tinha tentado matar a mulher e a filha dois dias antes de morrer de ataque cardíaco quando espancava a companheira com um ferro.

Deixou as bocas do fogão abertas e saiu de casa. Albina, de 73 anos, e Odete, de 53, aperceberam-se do perigo e fizeram queixa na GNR. Os novos dados do processo de violência doméstica, que incluíam uma recomendação de afastamento, nunca chegaram ao Ministério Público (MP) e António da Silva, de 79 anos, continuou a morar com as vítimas. Albina permanece em estado grave no hospital. A Procuradoria-Geral da República (PGR) e GNR continuam em silêncio sobre o caso.

Segunda-feira à hora do almoço, Albina e Odete foram à GNR de Vila do Conde contar que António saiu de casa de manhã e deixou as quatro bocas do fogão abertas. Queria matá-las, por envenenamento ou explosão. A queixa deveria ter sido apensa ao processo de violência doméstica em curso no MP. Nunca lá chegou.

Mas este foi apenas um episódio de um inferno que já tinha anos, muito por inação da Justiça. "Ela sofreu muito!", contou, ao JN, a cunhada Angelina, vizinha do casal. Nos últimos tempos, piorou. Albina teve cancro nos intestinos. Estava fragilizada. As agressões pioraram.

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