Ministério Público

Agressores de Alcochete quiseram "causar receio pela própria vida" a jogadores

Agressores de Alcochete quiseram "causar receio pela própria vida" a jogadores

O Ministério Público tem "abundantes meios de prova indiciária" recolhidos na sequência dos incidentes na Academia do Sporting, em Alcochete, numa ação que diz ter sido "concertada".

Em comunicado na página da Procuradoria-Geral Distrital de Lisboa (PGDL), o MP assegura que, "no essencial, foram recolhidos fortes indícios de que os arguidos agiram de forma concertada e previamente planeada de modo a intimidar gravemente e causar receio pela própria vida ao grupo de jogadores e de técnicos da equipa de futebol do SCP, fazendo-o através da prática de crimes com perigo para a integridade física, com sequestro, por meio de uma atuação em grupo especialmente violenta".

O MP enquadra a violência na forma como os adeptos "invadiram em bando e encapuzados as instalações sem qualquer autorização para o efeito, lançaram tochas no seu interior, forçaram a entrada no balneário por meio da força".

Na nota, é referido que, uma vez no interior, os alegados adeptos "agrediram violentamente os ofendidos que impediram de sair daquele local, proferiram ameaças de morte, lançaram artefactos pirotécnicos espalhando o medo e o pânico, além de terem causado estragos nas instalações".

O MP refere ainda que, no espaço de 24 horas, foram recolhidos "abundantes meios de prova", designadamente "objetos transportados nas viaturas dos arguidos, autos de visionamento de videovigilância e fotogramas, relatórios fotográficos, relatórios de inspeção judiciária".

No processo, foram feitas 36 inquirições de testemunhas e ofendidos.

Na segunda-feira, o juiz de instrução criminal do Tribunal do Barreiro decretou prisão preventiva, a mais gravosa das medidas de coação, para os 23 suspeitos.

Em 15 de maio, antes daquele que seria o primeiro treino para a final da Taça de Portugal, a equipa de futebol do Sporting foi atacada na academia do clube, por um grupo de cerca de 50 alegados adeptos encapuzados, que agrediram técnicos e jogadores.

Dos 23 detidos, nove aceitaram prestar declarações ao Tribunal do Barreiro, em audições que decorreram no fim de semana.

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