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Ajuda anunciada por Cabrita não chegou à família do trabalhador atropelado

Ajuda anunciada por Cabrita não chegou à família do trabalhador atropelado

Precisamente duas semanas depois do acidente que matou um trabalhador na A6, o ministro da Administração Interna, Eduardo Cabrita, falou sobre o caso que envolveu o carro onde seguia.

E fê-lo para enviar condolências à família da vítima, para garantir que ninguém está acima da lei e para explicar um silêncio que há muito era constrangedor. Também falou para frisar que a sua permanência no lugar depende do primeiro-ministro e para revelar que agilizou todos os mecanismos de apoio à família de Nuno Santos.

"No quadro das funções próprias do Instituto da Segurança Social foram dadas indicações para serem realizados os contactos que permitissem agilizar os mecanismos legais de apoio previstos nestas circunstâncias", afirmou.

O governante acrescentou que também serão, "tão celeremente quanto possível, definidas as componentes indemnizatórias devidas".

"As palavras do ministro são compreensíveis em termos sociais, políticos e morais, mas são tardias", reagiu, ao JN, o advogado da família da vítima mortal. José Barros considerou "positivo que todas as entidades, inclusive a Segurança Social, agilizem os mecanismos de apoio". Lembrou, contudo, que mulher e filhas de Nuno Santos continuam sem qualquer ajuda. "Nós é que contactámos a Segurança Social para saber quais os documentos necessários para ter direito à pensão de sobrevivência", assegurou.

No final da cerimónia dos 154 anos da PSP, Eduardo Cabrita alegou que se manteve em silêncio até agora, devido ao inquérito aberto "pelo Ministério Público e que está sujeito a segredo de justiça". Explicou ainda que "foi feita, de imediato, a devida participação dos factos" e que "todas as pessoas que estiveram no local não deixarão de prestar a colaboração necessária para o total apuramento" do caso. Até porque, defendeu, "não existe nenhum cidadão ou entidade que esteja acima do quadro legal aplicável".

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Quanto ao seu futuro, Cabrita sustentou que essa "é matéria da estrita responsabilidade" de António Costa. Porém, recordou que a sua passagem pelo Governo corresponde "aos quatro anos de melhores indicadores de segurança em Portugal".

Subsídio é oportunidade

O diretor nacional da PSP, Magina da Silva, defendeu que "o processo negocial sobre a atribuição do suplemento de risco é uma oportunidade para corrigir as assimetrias remuneratórias" existentes entre as diferentes polícias

Mitigar desvantagens

No aniversário da PSP, o superintendente-chefe defendeu ainda que "urge mitigar" as desvantagens salariais dos agentes da PSP que se foram consolidando.

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