Julgamento

Alarme de incêndio permitiu entrada de invasores aos balneários do Sporting

Alarme de incêndio permitiu entrada de invasores aos balneários do Sporting

A porta de acesso aos balneários da Academia do Sporting foi desbloqueada através do acionamento do alarme de incêndio, ainda antes de qualquer tocha ser acesa durante o episódio de agressões a jogadores do Sporting.

Assim, os arguidos conseguiram entrar no interior do espaço e agredir os jogadores e elementos do staff. Ricardo Gonçalves, diretor de segurança da Academia, não identificou quem partiu o vidro do alarme de incêndio, mas afirmou que ao ser acionado manualmente, a porta de acesso ao balneário foi desbloqueada. Em caso contrário, necessitariam de um cartão de acesso.

Ricardo Gonçalves continua esta terça-feira a prestar depoimento no Tribunal de Monsanto.

Perante as questões de Miguel Fonseca, advogado de Bruno de Carvalho, a testemunha admitiu relativizar o perigo da invasão à Academia quando recebeu o aviso de Bruno Jacinto, minutos antes da chegada dos agressores, e considerou que estas visitas das claques, apesar de "nunca serem inesperadas, eram indesejáveis". "Nunca me passou pela cabeça que houvesse invasão naqueles moldes que aconteceu", referiu.

Sandra Martins pede reconstituição de ataque à Academia

"É imprescindível a reconstituição dos acontecimentos com a testemunha Ricardo Gonçalves", disse Sandra Martins, advogada de alguns arguidos acusados das agressões aos atletas do Sporting. O requerimento ao coletivo de juízes no Tribunal de Monsanto foi apresentado no final da audição do diretor de segurança da Academia. Segue agora a audição de Manuel Fernandes.

Manuel Fernandes diz que viu quatro agressores nos balneários

Manuel Fernandes presta esta terça-feira testemunho no Tribunal de Monsanto, onde nega ter visto quaisquer agressões a jogadores, mas admite que chegou depois das agressões. Perante as questões da procuradora, a testemunha referiu ter visto apenas quatro dos suspeitos encapuzados acusados das agressões dentro dos balneários.

"Estavam a falar com os jogadores Rui Patrício, William Carvalho, Battaglia e Acuña e estavam exaltados, a dizer que eram uma vergonha". Sem ter avistado qualquer agressão aos jogadores, Manuel Fernandes viu Misic e Bas Dost com ferimentos causados por agressões.

No dia anterior ao ataque, em reunião com Bruno de Carvalho em Alvalade, Manuel Fernandes ouviu do ex-presidente do Sporting: "amanhã estamos às 16 horas na Academia e aconteça o que acontecer estão comigo, certo?". À procuradora, o antigo jogador de futebol considerou que a questão fosse na sequência do despedimento de Jorge Jesus.

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