Homicídio

Alegado mentor da morte de Mota JR diz que saiu de Portugal devido a ameaças

Alegado mentor da morte de Mota JR diz que saiu de Portugal devido a ameaças

João Luizo, tido como o mentor do assalto e morte à pancada de Mota JR em março de 2020, alegou ao Juiz de Instrução Criminal de Sintra que apenas fugiu de Portugal por temer pela vida após ser associado à morte do rapper e nem compreende a razão de estar envolvido. Afinal, como disse no momento da detenção e agora em sede de instrução do processo, onde pediu para ser absolvido de todos os crimes, sem sucesso, estava a jantar com a tia, algo que fazia todos os dias.

Na decisão instrutória, a que o JN teve acesso, o juiz considerou que o arguido foi incapaz de afastar elementos objetivos recolhidos pela investigação, como as comunicações realizadas. O arguido procurou enquadrar "de modo inofensivo" apenas as circunstâncias mais evidentes como sejam as localizações detetadas, quer por via de comunicações eletrónicas ou imagens de vídeo vigilância, suportadas ainda por depoimentos testemunhais.

João Luizo alegou desconhecer David Mota e não compreender por que motivo o associaram ao seu desaparecimento. Foi ameaçado, bem como a sua família, e por temerem pela sua vida, os pais aconselharam-no a ir para Inglaterra, onde viveu e onde conheceu Edi Barreiros. O MP confrontou-o com a sua presença na ourivesaria onde foram vendidos os bens furtados a Mota JR, mas o arguido referiu que acompanhou um amigo que tinha umas peças de ouro para vender desconhecendo os valores ou a sua origem.

Acerca da relação com a jovem que atraiu Mota JR para a cilada, onde o MP acredita que o rapper foi agredido até à morte por João Luizo, Edi Barreiros e Fábio Martins, o arguido negou ter combinado algo com ela. Disse serem amigos, e ajuda-a frequentemente porque é uma pessoa bastante doente, nervosa e depressiva. Esclareceu ainda que todas as noites, sem exceção, janta e passa a noite com a tia.

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