Justiça

Almeida Henriques apela ao "princípio da presunção de inocência"

Almeida Henriques apela ao "princípio da presunção de inocência"

O atual presidente da Câmara Municipal de Viseu, Almeida Henriques, disse que desconhece que o seu nome apareça na "Operação Éter" e apelou, numa mensagem no Facebook, ao respeito "pelo princípio da presunção de inocência".

Na edição desta quarta-feira, o Jornal de Notícia escreve que Almeida Henriques está a ser investigado pela Polícia Judiciária (PJ) do Porto e Ministério Público por suspeitas de ter sido facilitador dos negócios de José Agostinho Simões, empresário detentor da marca Tomi, acusado no processo do Turismo do Porto e Norte de Portugal (TPNP).

Através de uma empresa tida por "testa de ferro", o político terá recebido cerca de 120 mil euros pelos serviços prestados enquanto esteve no Governo e no Parlamento.

Na sua conta pessoal no Facebook, o autarca disse que só se prenuncia "sobre o que conhece". "Não tive nem tenho nada a ver com os factos relacionados com a designada "Operação Éter". Em relação a outros eventuais factos sob investigação, só me pronunciarei quando conhecer o que consta do respetivo processo, sendo certo que estarei sempre disponível para colaborar com a justiça e contribuir para o apuramento da verdade", escreveu.

Almeida Henriques sublinhou ainda ser importante preservar o "o princípio da presunção de inocência". "Meras suspeições não devem nunca dar lugar a julgamentos na praça pública", explica.

No final de outubro, quando o JN noticiou a sua constituição como arguido, o autarca disse: "Só me pronunciarei quando conhecer o que consta do respetivo processo, sendo certo que estarei sempre disponível para colaborar com a justiça".

Para a PJ, Henriques telefonou a autarcas e outros decisores políticos, como Manuel Machado, de Coimbra, e ainda Rui Moreira, do Porto, para que estes recebessem o empresário José Agostinho e assim tentar obter negócios.

Outras Notícias

Outros Conteúdos GMG