BES Angola

Álvaro Sobrinho interrogado pelo juiz Carlos Alexandre

Álvaro Sobrinho interrogado pelo juiz Carlos Alexandre

Ministério Público quer agravar medidas de coação aplicadas ao empresário luso-angolano, no âmbito de um inquérito em que este é suspeito de ter desviado centenas de milhões de euros do BES Angola.

O empresário luso-angolano Álvaro Sobrinho, ex-presidente do Banco Espírito Santo Angola (BESA), vai ser, esta quinta-feira à tarde, interrogado pelo juiz Carlos Alexandre, no âmbito de um inquérito em que é suspeito de ter desviado centenas de milhões daquela instituição financeira. Álvaro Sobrinho, de 60 anos, chegou ao Tribunal Central de Instrução Criminal, em Lisboa, pelas 14.35 horas e, à entrada, não quis prestar declarações aos jornalistas.

O interrogatório acontece depois de o empresário ter, segundo a CNN Portugal, sido confrontado esta quinta-feira de manhã pelo Ministério Público com novos factos. A diligência decorreu no Departamento Central de Investigação e Ação Penal (DCIAP), em Lisboa, e em causa estão suspeitas de burla qualificada e branqueamento de capitais.

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A apresentação ao juiz indicia que os procuradores quererão agravar a medida de coação aplicada a Álvaro Sobrinho, sujeito a termo de identidade e residência há cerca de uma década. Poderá estar em causa um eventual perigo de fuga.

À entrada do tribunal, no Campus de Justiça de Lisboa, o advogado do empresário, Artur Marques, disse apenas esperar "que se faça justiça". Álvaro Sobrinho poderá optar entre responder às perguntas de Carlos Alexandre e remeter-se ao silêncio. Depois, será a vez de o Ministério Público e da sua defesa se pronunciarem sobre as medidas de coação a que, no seu entender, o empresário deve ser sujeito a partir de agora. A decisão final será do juiz.

O processo está ainda em investigação, desconhecendo-se a data em que será deduzida a acusação. Só depois o processo segue para instrução e/ou julgamento.

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