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Álvaro Sobrinho suspeito de desviar milhões

Álvaro Sobrinho suspeito de desviar milhões

"Expresso" diz que antigo aliado de Ricardo Salgado esteve diretamente ligado ao colapso do BES.

O banqueiro Álvaro Sobrinho, antigo administrador do BES Angola é suspeito de ter desviado cerca de 615 milhões de dólares (500 milhões de euros) daquele banco onde foi CEO durante 11 anos, refere o "Expresso" na sua edição deste sábado. E terá contribuído para o buraco de 5,7 mil milhões de euros descoberto em 2013 naquele banco ligado ao grupo GES do BES com sede em Angola.

Com base em documentos que diz terem sido obtidos pela revista alemã "Der Spiegel" e partilhados com o consórcio EIC (European Investigate Collaborations - de que o "Expresso" faz parte -, o semanário de Pinto Balsemão diz que empresário luso-angolano terá sido o beneficiário efetivo de três empresas angolanas que receberam de forma injustificada, do BESA, 352 milhões de euros. Além disso, Sobrinho terá recebido também 148 milhões de euros através de duas empresas offshore, o que totaliza 500 milhões de euros. Fortuna imensa para quem, diz o "Expresso", tinha salário bruto anual de cerca de um milhão de euros.

Apesar do seu afastamento do banco, durante o colapso do BES, e de o BESA ter sido intervencionado pelo Estado angolano, contra Álvaro Sobrinho não foi aberto algum processo criminal em Angola.

Já em Lisboa, o escritório de Álvaro Sobrinho foi alvo de buscas da PJ, no passado dia 15 de fevereiro, no âmbito da Operação Lex, numa investigação em que o principal arguido é o juiz Rui Rangel, do Tribunal da Relação de Lisboa, que anulou a ordem de arresto de 80 milhões de euros ao banqueiro angolano, antigo aliado e depois inimigo de Ricardo Salgado, presidente do BES.

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