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Ameaça de bomba atrasa julgamento na Universidade de Coimbra

Ameaça de bomba atrasa julgamento na Universidade de Coimbra

O julgamento de 13 arguidos acusados de fazer explodir e roubar 87 de caixas de Multibanco, que decorre na Faculdade de Direito de Coimbra, devido à pandemia de covid-19, foi atrasado por uma ameaça de bomba, feita através de dois telefonemas anónimos para a Reitoria da Universidade de Coimbra.

O funcionário universitário que atendeu os telefonemas escutou o interlocutor dizer que tinha sido colocada "uma bomba" no auditório, com o sublinhado de que falava "a sério". Mas não. Perante a ameaça, por volta das 9.40 horas, a equipa de agentes da Polícia de Segurança Pública de Coimbra que acompanha o julgamento não deu por nenhuma porta arrombada e passou revista ao auditório, não detetando rasto de nenhum engenho explosivo.

A sessão de julgamento agendada para esta sexta-feira seria iniciada com cerca de uma hora de atraso.

O julgamento em causa em causa começou, em janeiro, no Palácio da Justiça de Coimbra. O Auditório da Faculdade de Direito da Universidade de Coimbra foi o espaço escolhido para lhe dar seguimento, quando surgiu a pandemia de covid-19 e a Comarca de Coimbra decidiu que nenhuma das salas de audiência do Palácio da Justiça da cidade permitia o distanciamento físico entre as pessoas que é recomendado pelas autoridades de saúde, para diminuir o risco de contágio da doença.

Aos 13 arguidos somam-se os respetivos advogados, o coletivo de três juízes, o magistrado do Ministério Público, um funcionário judicial, guardas prisionais, testemunhas, polícias e o público que deseje assistir ao julgamento.

Projetado pelo arquiteto Fernando Távora, o auditório da Faculdade de Direito da Universidade de Coimbra é um espaço amplo, dominado pela madeira, em anfiteatro.

Acusados de roubar mais de dois milhões

Naquele auditório agora transformado em sala de audiências são julgados 13 arguidos, cinco dos quais estão sujeitos a prisão preventiva, que foram acusados de roubar, com recurso a explosões, 87 terminais de multibanco, em todo o País, entre setembro de 2016 e dezembro de 2017.

Com idades entre 24 e 60 anos e oriundos dos distritos de Lisboa e Leiria, os assaltantes terão roubado, no total, mais de dois milhões de euros. Segundo a acusação do Ministério Público, atuavam de máscara e armados, designadamente, com uma metralhadora AK, de calibre de 7,6 milímetros, e revólveres.

O Ministério Público diz que o grupo era muito organizado. Tinha o cuidado de pulverizar, com tinta, câmaras de videovigilância, estudava os alvos para atacar caixas de multibanco bem abastecidas de dinheiro e dava preferência às versões mais antigas.

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