Segurança

Ameaçados por extremistas já contam com proteção policial

Ameaçados por extremistas já contam com proteção policial

Três das dez pessoas ameaçadas por elementos da extrema-direita há duas semanas, onde se conta a deputada Mariana Mortágua, outras duas parlamentares e sete ativistas antirracistas, já têm proteção policial.

Em relação a outros dois dos visados por um email intimidatório, enviado pela Nova Ordem de Avis - Resistência Nacional, a PSP ainda está a acertar o formato da assistência pessoal.

Desde quinta-feira à noite, três ativistas da secção Norte da Frente Unitária Antifascista (FUA) são dos que já têm tal proteção das autoridades, apurou o JN.

Outros dois membros daquele coletivo, ambos da Grande Lisboa, estarão a acertar com a PSP como serão feitas as escoltas pelo Corpo de Segurança Pessoal da Unidade Especial da Polícia.

O JN confirmou com os ativistas Jonathan Ferreira da Costa (de Braga), Vasco Santos (de Barcelos) e Luís Lisboa (de Guimarães) que passaram a ter segurança permanente da PSP, estando a ser ultimados os procedimentos quanto a Danilo Moreira e a Rita Osório.

As ameaças levadas a cabo por elementos de extrema-direita, considerados pelas autoridades como "muito violentos", visaram também Mamadou Ba, dirigente da SOS Racismo, Melissa Rodrigues, do Núcleo Antirracista do Porto, e as deputadas Mariana Mortágua e Beatriz Gomes Dias, ambas do Bloco de Esquerda, e Joacine Katar Moreira, ex-Livre e agora independente. Em relação a estes, o JN sabe que terão sido aconselhados a não assumirem publicamente que contam com policiamento.

Dois dias após uma vigilância da extrema-direita em frente à sede da SOS Racismo, com tochas e máscaras brancas, na noite de 8 de agosto, o grupo de dez pessoas recebeu um email onde lhe foi dado o prazo de 48 horas para sair do país, caso contrário corria, com as suas famílias, o risco de vida.

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