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Ameaças de morte e pizas para reclusos motivam greve de guardas prisionais

Ameaças de morte e pizas para reclusos motivam greve de guardas prisionais

Os guardas prisionais da cadeia anexa à Polícia Judiciária de Lisboa iniciaram, nesta segunda-feira, uma greve, que se alongará até ao próximo dia 14. A justificar o protesto está, segundo o Sindicato Nacional do Corpo da Guarda Prisional (SNCGP), a falta de segurança na prisão, assim como a incapacidade organizativa da direção do estabelecimento prisional. A distribuição de pizas por reclusos, uma ameaça de morte a um guarda prisional e a autorização para um preso fazer, através dos computadores da cadeia, uma transferência bancária foram os últimos de vários episódios criticados pelos guardas.

Ao JN, o dirigente sindical, Frederico Morais, esclarece que a greve começou aos primeiros minutos desta segunda-feira e irá decorrer pelas próximas duas semanas. Durante este período, destaca o diretor do SNCGP, serão implementados os serviços mínimos, com consequências no dia-a-dia da cadeia. "As visitas, normalmente quase diárias, serão reduzidas para apenas um dia por semana. E os reclusos terão direito a somente duas horas por dia de recreio, tendo de passar o tempo restante fechados nas celas", exemplifica.

Pizas distribuídas em cadeia sobrelotada

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