Porto

Futebolista Rúben Ribeiro foi detido por violência doméstica e saiu do país sem avisar tribunal

Roberto Bessa Moreira

O último clube de Rúben Ribeiro em Portugal foi o Gil Vicente

Foto Miguel Pereira/global Imagens

O futebolista Rúben Ribeiro foi detido por violência doméstica. O jogador que representou clubes como Sporting, Gil Vicente e Rio Ave também ficou obrigado a usar uma pulseira eletrónica para não se aproximar da mulher, mas abandonou Portugal antes que os técnicos da vigilância eletrónica lhe colocassem o dispositivo.

Ângela Vieira, advogada da vítima, já requereu que a medida de coação imposta a Rúben Ribeiro fosse agravada e, caso o juiz de instrução criminal acolha os seus argumentos, o atleta poderá ficar em prisão domiciliária. Se tal acontecer, estará impedido de continuar a jogar pelo Hatayspor, da Turquia.

Ângela Vieira confirma a "existência da denúncia por violência doméstica". Porém, para proteger a vítima e respeitar "as regras do processo", recusa tecer mais comentários. O JN apurou, no entanto, que a mulher de Rúben Ribeiro queixa-se de ter sido agredida fisicamente algumas vezes durante uma relação da qual resultaram três filhos, o mais velho com 16 anos.

Queixa-se ainda de ser alvo de violência psicológica, que se agravou quando, em 2020, o jogador passou a viver na Turquia. A partir daí, terá tentado controlar compulsivamente todos os passos da mulher que, com os filhos, permaneceu em Portugal.

Mulher hospitalizada

A pressão psicológica foi de tal ordem que, no mês passado, a esposa do futebolista foi internada num hospital psiquiátrico do Porto. Aliás, foi durante o internamento de três semanas que a mulher apresentou queixa na PSP.

No âmbito dessa denúncia, Rúben Ribeiro foi detido a 16 de outubro, dois dias após ter regressado a Portugal. Seria, então, levado ao Tribunal de Instrução Criminal do Porto, onde ficou a saber que estava impedido de contactar a mulher e de se aproximar do seu local de trabalho.

Nessa altura, aceitou usar uma pulseira eletrónica, mas nunca respondeu às chamadas telefónicas dos técnicos da vigilância eletrónica que, por isso, não conseguiram instalar o dispositivo. No dia 23, voltou à Turquia sem informar as autoridades. Para 19 de dezembro, está marcada a primeira audiência de regulação das responsabilidades parentais e de divórcio.

O JN tentou, sem conseguir, obter uma reação de Rúben Ribeiro.