Fogos

Mulher detida após atear sete incêndios em Viana do Castelo

Joaquim Gomes e Reis Pinto

Mulher terá problemas de alcoolismo

Foto Joaquim Gomes

Uma mulher de 45 ano fortemente suspeita de atear sete fogos florestais, em Portela Susã, Viana do Castelo, foi detida esta quinta-feira pela Polícia Judiciária de Braga depois de terem sido realizadas buscas. Já havia sido condenada por incêndio florestal e encontrava-se com pena suspensa.

Os investigadores criminais da PJ de Braga recolheram uma série de indícios quanto a diversos incêndios florestais cometidos no concelho de Viana do Castelo, durante os últimos dias, apontando todos para a sua única autoria. Segundo a PJ, que teve a colaboração do Grupo de Trabalho para a Redução de Ignições em Espaço Rural - Zona Norte, a mulher, de 45 anos, é a presumível autora de sete incêndios florestais, ocorridos nos meses de julho e agosto de 2021 e 2022, em Portela Susã, Viana do Castelo. O último registou-se na passada sexta-feira.

"Os vários locais onde os incêndios ocorreram situam-se numa zona onde existem condições de propagação a manchas florestais de grandes dimensões, gerando enorme risco, potencialmente alimentado pela carga combustível ali existente e pela orografia própria da região, o que se traduziu em elevadíssimo perigo concreto para as pessoas, para os seus bens patrimoniais e para o ambiente", refere a Judiciária, em comunicado divulgado esta quinta-feira.

A suspeita, que terá problemas de alcoolismo, terá também uma propensão muito acentuada para colocar fogos nas zonas florestais das imediações da sua residência, em Viana do Castelo.

Os incêndios só não atingiram maiores proporções devido à intervenção dos Bombeiros Sapadores e Voluntários de Viana do Castelo e Sapadores Florestais de Carvoeiro. "Os locais da freguesia onde ocorreram os incêndios são, recorrentemente e há vários anos a esta parte, alvo de ignições com natureza dolosa", assinala a PJ

A detida, que terá recorrido a chama direta para as respetivas ignições, e atuou motivada por incendiarismo, tem antecedentes policiais e criminais pela prática de crime de incêndio florestal, tendo sido condenada em pena de prisão, cuja execução se encontra suspensa.

O Departamento de Investigação Criminal da Polícia Judiciária de Braga apresentará ainda esta quinta-feira a arguida ao juiz de instrução criminal da Comarca de Viana do Castelo.