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Jovem que se filmou a disparar AK 103 diz que arma é legal

Roberto Bessa Moreira

Um grupo, residente nas cidades do Peso da Régua e Lamego, filmou-se a disparar uma AK 103

Um grupo, residente nas cidades do Peso da Régua e Lamego, filmou-se a disparar uma AK 103

Um grupo, residente nas cidades do Peso da Régua e Lamego, filmou-se a disparar uma AK 103

Polícia Judiciária foi a casa do proprietário da arma, que foi levada para análise pelos inspetores. Espingarda para "usar nas montarias" foi adquirida pela internet com, diz o comprador, a documentação necessária.

O jovem que se filmou a disparar uma AK 103, no meio de um descampado, foi visitado, na tarde desta segunda-feira, pela Polícia Judiciária e a arma foi levada levada para inspeção nas instalações de Vila Real deste órgão de polícia criminal . O dono da espingarda garante, contudo, que não foi cometida qualquer ilegalidade e que tinha licença para comprar a arma pela internet e usá-la.

"A arma não é ilegal. Trata-se de uma carabina, com toda a documentação necessária e que está à venda em vários armeiros em Portugal", refere. Ao JN, o jovem assegura, ainda, que dispõe de licença para caçar e que, com a necessária autorização da PSP, encomendou a arma pela internet, a um armeiro da zona da Grande Lisboa. "Recebi-a em casa pelo correio e fui experimentá-la para aquele local. A arma é para usar em montarias de caça ao javali e ao veado", acrescenta.

Mesmo assim, confirma o proprietário, a arma foi, com a sua permissão, levada para as instalações da Polícia Judiciária de Vila Real, onde será sujeita a uma fiscalização rigorosa. O objetivo é apurar se se trata de uma espingarda automática ou semiautomática. Tal como o JN adiantou no domingo, se for automática é uma arma ilegal, o que já não acontece se for semiautomática. A Polícia Judiciária vai analisar, também, o carregador. Isto porque, se usada na caça, uma arma semiautomática só pode ter um carregador que disponha somente de duas munições. As imagens mostraram que o carregador usado tinha, porém, muitas mais do que duas balas.

Recorde-se que um vídeo publicado nas redes sociais de três homens a disparar vários tiros numa zona erma causou a preocupação nas autoridades e temor nos militares da GNR colocados nos postos de Vila Real e Régua. A Associação dos Profissionais da Guarda assumiu, inclusive, que os guardas não têm acesso a equipamento de proteção individual, especialmente coletes à prova de bala, para fazer face ao tipo de armas mostrado no vídeo.