Arquivamento

Lesão mortal na axila de aluno do Politécnico de Leiria foi acidental

Maria Anabela Silva

A casa, com marquises, onde ocorreu o acidente fatal

Foto Nuno Brites / Global Imagens

O Ministério Público classificou como "acidental" a morte do aluno do Politécnico de Leiria que, em abril deste ano, foi vítima de ferimentos numa axila. Por isso, determinou o arquivamento do inquérito, avançou, esta quinta-feira, agência Lusa.

Natural de Celorico da Beira, André Fernandes tinha 18 anos e frequentava o primeiro ano do curso de Solicitadora da Escola Superior de Tecnologia e Gestão. Morreu no dia 7 de abril, na sequência de ferimentos na zona "axilar" causados por vidro. Na ocasião, a hipótese mais provável apontava para que o jovem se tivesse desequilibrado, caído e embatido numa janela, uma possibilidade agora confirmada.

Após investigação, o Ministério Público (MP) concluiu pela "inexistência de indícios suficientes da prática de crime" e que a morte "terá sido de causa acidental".

"Do teor das conclusões do relatório da autópsia, das declarações prestadas pelas testemunhas e do exame ao local resulta que a morte de (...) terá sido de causa acidental, tendo este caído sobre a janela da marquise", sustentou o MP, no despacho de arquivamento do inquérito, citado pela agência Lusa.

No mesmo documento, é referido que, da inspeção judiciária realizada à residência onde o jovem viva com mais dois colegas, constatou-se que "não havia sinais de desalinho ou luta, ainda eram visíveis alguns vestígios hemáticos, apesar de a senhoria ter procedido à limpeza do espaço".

No despacho de arquivamento, o Ministério Público admite que "é possível que a vítima estivesse aos pulos na zona da cozinha e da marquise, se tenha desequilibrado e caído, de forma acidental, para cima da janela da marquise, cujo vidro se partiu em vários pedaços, com pontas bastante aguçadas".

A autópsia revelou que a morte se deveu a lesões traumáticas "complicadas de choque hipovolémico", que "constituem causa adequada de morte", podendo ter sido devida "a acidente doméstico com quebra de vidro".

Na ocasião, a morte do jovem causou grande consternação, quer entre a comunidade académica, quer na sua terra natal, Celorico da Beira, onde André Fernandes era tido como "sociável"e "bem integrado".