Crime

Portuguesa que vivia no Luxemburgo encontrada desmembrada em França

Alexandre PandaJoana Almeida Silva

Tatuagens encontradas no corpo da portuguesa|

 foto DR

Local onde foi encontrada a vítima|

 foto Jornal luxemburguês "L'essentiel"

Mulher natural de Vila do Conde vivia no Luxemburgo. Polícia investiga crime macabro.

As autoridades identificaram a mulher encontrada morta, desmembrada e decapitada na comuna francesa de Mont- Saint-Marin, junto à fronteira com o Luxemburgo. Trata-se de Diana Santos, 40 anos, natural de Vila do Conde. Tanto a polícia francesa como a luxemburguesa estão a investigar para esclarecer o caso e deter o ou a suspeita.

O corpo da mulher foi descoberto a 19 de setembro, junto a um edifício abandonado, por um adolescente. Os restos mortais estavam nas imediações da Câmara de Mont-Saint-Martin, no departamento Meurthe-et-Moselle. O dono de um bar, situado próximo do local chamou a polícia depois de alertado pelo jovem.

Depois da macabra descoberta, as autoridades francesas procuraram identificar a vítimas e divulgaram imagens das tatuagens encontradas no cadáver. Num dos desenhos estava escrita a palavra "Kiko". Alguns vídeos mostrando os restos mortais chegaram a circular na Internet e as autoridades apelaram à população para não os partilharem.

De acordo com o Ministério Público de França, citado pelo jornal luxemburguês "Contacto", a mulher terá sido decapitada e desmembrada. Os resultados da autópsia não revelaram ferimentos de bala ou de violência sexual. Porém a cabeça não foi encontrada.

Ontem, a mesma publicação confirmou junto das autoridades locais que a vítima tinha sido identificada e que se tratava de uma emigrante portuguesa a residir no Luxemburgo.

Cantava em karaoke

O JN apurou tratar-se de Diana Santos, natural das Caxinas, em Vila do Conde. A mulher radicou-se há vários anos no Grão Ducado, onde era conhecida por cantar em festas de emigrantes e em sessões de karaoke. Foi identificada por familiares pelas tatuagens, mas as autoridades ainda irão recolher ADN para confirmarem a identidade da vítima.

As polícias francesas e luxemburguesa estão a trabalhar em conjunto para reconstituir os últimos dias da vítima e perceber com quem contactou, devendo as diligências estender-se às autoridades portuguesas.

A cerca de 50 quilómetros do local onde estavam os restos mortais de Diana, foi encontrado outro cadáver decapitado. Mas está afastada, para já, uma ligação entre os dois crimes, nomeadamente a existência de um "assassino em série".

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