Sentença

Prisão efetiva para dez jovens que roubavam com violência na noite do Porto

Óscar Queirós

Vítimas eram seguidas e atacadas quando ficavam sozinhas

Foto Arquivo/global Imagens

Liderados por dois irmãos gémeos, um gangue de jovens, todos residentes na área do Grande Porto, passou dois anos a multiplicar roubos na noite da Invicta. As vítimas eram ameaçadas, agredidas e despojadas de todos os bens e valores que tivessem. Alguns até a roupa tiveram de entregar. Ontem, o tribunal condenou-os a penas de prisão efetiva, de poucos meses até aos sete anos.

O grupo, composto por 11 jovens na faixa dos vinte anos, ficou conhecido pelo percurso delinquente, mas também por integrar dois irmãos gémeos, Ricardo e Sérgio Magalhães, nascidos e residentes no Porto, operários da construção civil. Os outros membros dedicavam-se aos estudos e profissões diversas. Mas o que faziam na realidade eram crimes. Roubos, sequestros, coação, ameaças, detenção de armas e munições e passagem de moeda falsa.

A "empresa" criminosa funcionou bem de 2019 a 2021, altura em que as autoridades lhes deitaram a mão e um juiz de instrução mandou a maior parte deles para prisão preventiva.

O "modus operandi" era sempre o mesmo: escolhiam jovens que frequentavam a vida noturna portuense, deixando que se isolassem um pouco. Aí, em grupo, roubavam-lhes telemóveis, joias, dinheiro, sapatilhas, roupa de marca, colunas de som, auriculares... Também agrediram a maioria das vítimas. E algumas deles tiveram facas encostadas ao pescoço.

Julgados por um coletivo presidido pelo juiz Pedro de Brito, do tribunal S. João Novo (Porto), foi-lhes reconhecida pouca ou nenhuma vontade de se emendarem, pelo que foram condenados a penas de prisão efetiva.

Os gémeos Ricardo e Sérgio Magalhães apanharam três anos e oito meses e três anos, respetivamente.

A única pena com execução suspensa foi a de Diogo, um jovem condenado a três anos, mas a quem o tribunal decidiu dar uma oportunidade.